3h. Marques Mendes: revisão constitucional não é necessária
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Eu olho às vezes para a vida política nacional e parece que vamos ter eleições nos próximos meses. É tudo num clima de crispação da direita à esquerda, um clima quase de campanha eleitoral. Acho que era importante olhar para estes exemplos, mas não há apenas os exemplos no PSD, há também Mário Soares e outros exemplos. É preciso um pouco humildade democrática, sentido de responsabilidade, alguns entendimentos políticos, não precisam ser muitos, mas alguns, para o país seguir em frente. O país é mais importante que a circunstância que somos cada um de nós.
O ex-candidato presidencial aproveitou ainda esta ocasião para falar sobre a revisão da Constituição. Marques Mendes considera que não é necessária nem uma prioridade, mas admite que pode ser positiva se for cirúrgica. Ainda antes da chegada à Universidade de Verão do PSD, Luís Marques Mendes falou aos jornalistas, garante que o seu tempo na política chegou ao fim, mas mostra-se disponível para regressar ao comentário político televisivo. O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública não se compromete com o reforço de 200 agentes até o final do ano para Lisboa, pedido pelo autarca Carlos Moedas. Luís Carrilho admite que continuam a faltar muitos polícias, não só na capital, mas em todo o país. Em entrevista à Sic Notícias, o diretor nacional da PSP considera insuficiente o reforço do efetivo policial em Portugal.
Temos feito desde 2024 um grande esforço de aumento do número de polícias na Polícia de Segurança Pública. Insuficiente, em primeiro lugar, para o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, ou melhor, insuficiente, em primeiro lugar, para Portugal. Todos nós queremos mais polícias. Para Lisboa, o grande problema não é o número de polícias que mandamos para Lisboa, é o número de polícias que saem de Lisboa. Nós este ano, com a escola de formação, que acabou em maio, tivemos que, e tomamos essa decisão, as fronteiras são muito importantes, 360 dos polícias foram para os aeroportos. Os outros 190 foram para Lisboa.
Avançaremos de imediato com a marcação de serviços mínimos, porque caso a greve venha a ser suspensa, não serão naturalmente necessários os serviços mínimos. Mas se não for suspensa, nós temos de garantir, naturalmente, que os serviços mínimos estão assegurados. Por isso, é tudo quanto temos para vos dizer e mais uma vez referir que a reunião foi, de facto, muito construtiva.
Ana Paula Martins, que adianta ainda que na próxima semana o presidente do Conselho Diretivo do INEM vai analisar de forma mais detalhada as reivindicações dos trabalhadores. Ainda antes da ministra da Saúde, falou o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Rui Lázaro admite algumas aproximações entre as partes.
Houve uma aproximação quanto ao governo conseguir nos garantir que as atuais 56 ambulâncias de emergência médica se mantêm quase na totalidade ou salvo raras exceções, disponíveis para socorrer os cidadãos, que é a nossa reivindicação.
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