Privatização de 100% da TAP esbarra na oposição de Chega e PS
A intenção do Governo de vender a totalidade da posição pública na TAP à Lufthansa enfrenta a resistência dos dois principais partidos da oposição.
Tanto Chega como PS garantem que não mudaram de posição e continuam contra uma privatização integral da companhia aérea, apesar de se mostrarem disponíveis para dialogar com o Executivo.
Sem o apoio parlamentar de pelo menos um destes partidos, Luís Montenegro, que não tem maioria na Assembleia da República, arrisca-se a não conseguir concretizar a segunda fase da operação, que prevê a venda dos 50,1% que ainda pertencem ao Estado.
“Não mudámos de opinião.
Nós não éramos favoráveis a 100%.
Isso é objetivo” , afirmou ao ECO Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, quando questionado sobre a posição dos socialistas relativamente à venda da totalidade do capital da transportadora.
O deputado acrescentou que o partido vai agora fiscalizar o negócio acordado para a privatização parcial e que pretende “requerer, desde já, o acordo parassocial para conhecer os termos” da operação com a Lufthansa.
De acordo com o Governo, o Estado vai continuar a ter a maioria no conselho de administração da TAP após a entrada da Lufthansa, mas a gestão diária da companhia aérea vai passar para o grupo alemão.
“Claro que o controlo da empresa se mantém no Estado português” , garantiu o ministro das Infraestruturas na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministro que selecionou a Lufthansa para a privatização parcial da TAP.
Montenegro quer avançar para venda de 100% da TAP Ler Mais A possibilidade de pedir a apreciação parlamentar de um eventual decreto-lei que concretize a segunda fase da privatização está, para já, em avaliação.
“Vamos avaliar ainda esta parte.
Mas a nossa posição é esta.
Não mudou” , afirmou Eurico Brilhante Dias ao ECO.
Os socialistas continuam a defender que a TAP deve manter uma posição estratégica em Portugal e não antecipam uma convergência fácil com o Governo nesta matéria, embora garantam disponibilidade para o diálogo, adiantam outras fontes do PS ao ECO: “Dialogamos com o Governo, mas não vendemos os nossos princípios só porque nos convidam para almoçar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.