Dois falcões e um falcão disfarçado de pomba. Quem vai voar para a liderança do BCE?
A saída de Christine Lagarde da presidência do Banco Central Europeu (BCE) poderá estar por semanas .
Depois de meses de rumores sobre um abandono antes do final do mandato , em outubro de 2027, para o Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla em inglês), a decisão poderá ser tomada já no dia 2 de novembro, avança a Reuters , o que iria acelerar o processo de mudança de liderança do banco central, numa disputa onde há mais falcões do que pombas.
Caso se confirme a saída da presidente do BCE já em novembro, o conselho de governadores do banco central fica com um segundo cargo para preencher, depois de Isabel Schnabelter anunciado que vai deixar a instituição para assumir funções de destaque no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Já o economista-chefe Philip Lane deverá abandonar a sua posição em maio de 2027, numa verdadeira dança de cadeiras na autoridade da política monetária do euro.
As três nomeações poderão ser acordadas num pacote negociado entre os Estados-membros, sendo que o cargo mais disputado é o de líder da entidade.
Os dois principais candidatos a suceder a Lagarde são Pablo Hernández de Cos , que lidera o Banco de Pagamentos Internacionais, e o antigo presidente do banco central neerlandês Klaas Knot.
Já o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel , poderá surgir como o candidato alemão.
Eis os perfis dos principais candidatos à liderança do BCE.
Klaas Knot, o neerlandês quer voar alto no BCE O antigo presidente do banco central neerlandês Klaas Knot é o candidato dos Países Baixos à liderança do BCE .
O economista liderou o banco central neerlandês durante dois mandatos, entre 2011 e 2025.
Classificado como um falcão — termo dado a quem defende uma política monetária mais restritiva — , Knot conta com uma vasta experiência enquanto membro do conselho de governadores do BCE.
Nos seus 14 anos enquanto membro do conselho enfrentou dois momentos distintos na entidade .
Com o italiano Mario Draghi na presidência mostrou a sua oposição às medidas de estímulo monetário anunciadas pelo então líder do BCE em plena crise da dívida.
Já a convivência com Christine Lagarde, que substituiu Draghi em 2019, ficou marcada por uma harmonia perfeita.
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