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Economia

Manifestantes regressam à Praça D. João I para assembleia popular

ECO ·
Manifestantes regressam à Praça D. João I para assembleia popular

Os manifestantes que desde sábado protestam a crise da habitação na Praça D.

João I , no Porto, r egressaram esta quinta-feira a este local após terem levado o protesto à porta da Câmara do Porto, durante a concentração após carga policial nesta madrugada.

Duarte diz que polícia foi “forçada” a intervir no Porto Ler Mais Pelas 20h40, várias centenas de manifestantes saíram da Praça D.

João I, onde uma acampada foi montada no sábado, para ocuparem parte da Rua Passos Manuel, seguindo pelas ruas que rodeiam a praça até à porta do edifício da autarquia, onde subiram a rampa até à porta e ocuparam os degraus junto a um letreiro turístico.

Ali manifestaram e entoaram cânticos, entre gritos de “a rua é nossa” e “o Porto é nosso”, antes de iniciarem o percurso de regresso.

A manifestação, que junta cerca de 2.500 pessoas, voltou depois à praça onde têm estado desde sábad o, para uma assembleia popular onde planeiam deliberar sobre se mudam de local da acampada, permanecem, ou voltam a montar tendas.

A concentração desta quinta-feira, pelas 19h00, arrancou com “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, um espelho da canção que os manifestantes cantavam pouco antes da carga policial da última madrugada.

As cerca de duas mil pessoas presentes empunhavam cartazes contra o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e a reivindicar o direito à habitação, entoando palavras de ordem como “O povo unido jamais será vencido” e “Pedro Duarte, demissão”.

Petição exige demissão de Pedro Duarte da Câmara do Porto Uma petição que ultrapassa já as 1.300 assinaturas exige a “demissão” de Pedro Duarte como presidente da Câmara do Porto , após a carga policial sobre a acampada.

Câmara retira acampamento “ilegal” da rua Ler Mais Numa petição com seis exigências, a primeira é a demissão do autarca, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, pela “ gravidade dos acontecimentos e necessidade de restabelecer a confiança pública”, assumindo “a responsabilidade política pela forma como esta situação foi conduzida”.

Esclarecimentos públicos sobre a atuação da autarquia, o “apuramento rigoroso e independente dos acontecimentos”, a responsabilização de quem tenha cometido ilegalidades, o “respeito efetivo” pela manifestação pacífica e “uma resposta concreta à crise da habitação”, em diálogo com os cidadãos, são as restantes exigências.

“Esta petição não pretende substituir a investigação dos acontecimentos nem antecipar conclusões sobre responsabilidades jurídicas individuais.

Pretende afirmar um princípio essencial: o poder político existe para servir os cidadãos, não para os intimidar ou ignorar quando levantam a voz perante as injustiças que sentem ”, pode ler-se na conclusão do texto da petição.

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