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Economia

Venda de casas usadas desceu 16% no Grande Porto e 9,1% na Grande Lisboa no primeiro semestre

Jornal Económico ·
Venda de casas usadas desceu 16% no Grande Porto e 9,1% na Grande Lisboa no primeiro semestre

As vendas de casas usadas registaram uma descida no Grande Porto e Grande Lisboa de 16% e 9,1% no primeiro semestre, respetivamente, face ao período homólogo do ano anterior.

Já a nível nacional as transações de habitação observaram uma quebra homóloga de 5,4%, com o volume a manter-se, no entanto, 7,5% acima da média dos primeiros semestres dos últimos três anos, segundo os dados do ‘ Spotlight Residential Market ‘, divulgado pela consultora imobiliária Savills esta sexta-feira, 18 de setembro.

Na Grande Lisboa as vendas de habitação cresceram 6,6%, para 3.294 unidades, o valor mais elevado para um primeiro semestre.

Em termos globais, a região registou 22.663 vendas neste período, menos 7,1% em relação ao período homólogo.

No entanto este cenário inverte-se quando olhamos para o segmento de gama alta no concelho de Lisboa, com as vendas a subirem 39,2%, para 1.709 unidades, enquanto a oferta disponível caiu 18,7%, contra 28,5% na habitação nova.

Já os preços neste segmento mantiveram-se estáveis, com a habitação nova a apresentar um preço médio de 7.692 euros por metro quadrado.

No que diz respeito ao Grande Porto a oferta disponível cresceu 9,5% em termos homólogos, para 25.727 imóveis no segundo trimestre, com a habitação nova a puxar pelo mercado ao aumentar em 11% as transações deste segmento.

Na cidade do Porto, a oferta registou uma ligeira redução de 4,9%, enquanto as transações acompanharam este movimento, totalizando 2.669 unidades.

Vila Nova de Gaia mantém uma dinâmica particularmente robusta, ultrapassando o Porto em volume de vendas, com 3.249 transações no semestre.

No mercado de arrendamento em Lisboa, fecharam-se 1.675 contratos no semestre, terceiro ano seguido de crescimento, com a habitação nova a representar apenas 7% desses contratos.

No Porto, fecharam-se 387 contratos, o valor mais alto da série e 8% acima do anterior máximo de 2022, com a habitação nova a pesar 21%, três vezes mais do que em Lisboa.

Alexandra Gomes, Head of Research da Savills Portugal, refere que “os dados do primeiro semestre mostram um mercado que está numa fase de estabilização.

Mesmo com uma descida homóloga nas transações, o volume permanece acima da média dos últimos três anos.

Já Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills Portugal, salienta que “há duas coisas a acontecer ao mesmo tempo, e é importante não as confundir.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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