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A queda da AD nas sondagens ameaça o futuro do Governo?

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A queda da AD nas sondagens ameaça o futuro do Governo?

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Não está nada. Foram 35 vezes em segundo lugar ou mesmo em terceiro. Esse tal estudo que falavas, que foi feito em colaboração com Ricardo Reis, que é especialista em sondagens da Universidade Católica, é uma tendência que se agudiza em 2026, mas deixa-me também ir às sondagens que saíram nos últimos dias, porque também não são nada animadoras pra AD. Surge em terceiro lugar nos três estudos de opinião que foram divulgados nos últimos dois dias. Por exemplo, a segunda tracking poll da CNN Portugal, que tinha estreado no início de setembro, mostra uma distância ainda maior a favor do PS, de José Luís Carneiro. Portanto, os socialistas continuam em primeiro lugar e a subir. O Chega também sobe, a coligação AD cai. Pitagórica, o PS sobe, o Chega está muito próximo e a AD em terceiro e em queda. Olhando de forma transversal, de facto, mesmo quando a pergunta é quem seria o melhor primeiro-ministro, Carneiro agora está em 32% dos inquiridos e Luís Montenegro está praticamente colado, mas a descer. André Ventura vem aí, vem em terceiro lugar com 21%. Agora, à pergunta: mas há margem pra recuperar? Há sempre margem pra recuperar quando as eleições não estão marcadas. É evidente que essa é sempre a convicção por parte do governo e do parte do PSD, de que a coligação voltará a vencer e, portanto, há uma desvalorização das sondagens. Mas a verdade é que hoje o Expresso dizia uma coisa muito interessante, que é a direção do partido que começou por desprezar José Luís Carneiro como adversário, bem-entendido, já há vozes na cúpula social-democrata a reconhecer que tem peso político, que há peso político no atual líder do PS e que tem vindo a destacar-se nas sondagens. E, portanto, este reposicionamento acentuou-se sobretudo depois das eleições presidenciais e da vitória de António José Seguro na segunda volta. E o PSD, que tinha centrado o combate político em André Ventura, passou a olhar com outros olhos pra líder do Partido Socialista.

Gonçalo, que leitura fazes deste olhar muito abrangente sobre as sondagens das últimas décadas?

Eu acho que são um bom ponto de partida, mas talvez possam também ser vistas como um paliativo que o próprio governo quer entendê-lo como tal. É um governo até mais pro início da legislatura, não há eleições à vista e, portanto, todos esses dados ou todos esses factos vão ser utilizados e estão a ser utilizados para, de alguma maneira, fazer esquecer o fato de há uma tendência evidente nas sondagens, nas tracking polls, que têm saído nas últimas semanas, que é a AD está em terceiro lugar. E isto deveria preocupar o governo, porque não é normal. Um dos dados que vem no trabalho feito pelo Observador nessa comparação de sondagens é que, de facto, só é comparável com Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, Pedro Passos Coelho. Ora, convém lembrar que o momento econômico, a situação econômica do país é incomparavelmente melhor hoje do que era nessas alturas e, portanto, o governo não se pode agarrar a isso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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