Rangel diz que Portugal não pode ser governado por demagogos como Chega ou por “políticas delicodoces” do PS
O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu esta terça-feira, 25 de agosto, que Portugal não pode ser governado “por demagogos” como apelidou o líder do Chega, nem por quem tem “políticas delicodoces” sem conseguir antecipar a crise migratória, numa crítica ao secretário-geral do PS.
Paulo Rangel foi esta terça-feira o orador convidado de uma palestra sobre “O que se passa na Europa?”, na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação política de jovens, que decorre em Castelo de Vide (Portalegre) até domingo.
O ministro fez questão de dizer que iria reiterar as palavras da véspera do secretário-geral do PSD, Hugo Soares, que considerou quer André Ventura quer José Luís Carneiro impreparados para governar.
Carneiro acusa Hugo Soares de declarações “levianas” e sublinha diferença entre os estilos de oposição de PS e Chega Na mesma linha, Paulo Rangel salientou que, sobretudo num contexto de incerteza mundial e de várias guerras, o país tem de apostar “em lideres responsáveis e moderados”, uma “linha justa” que considerou estar representada no atual Governo PSD/CDS-PP.
“Alguém acha que o líder do Chega numa conjuntura de guerra, numa conjuntura de guerra comercial, seria a pessoa certa para liderar o país?” , disse, questionando a credibilidade da proposta do partido de Ventura de baixar a idade da reforma.
Ventura acusa Governo de “tentar neutralizar” proposta do Chega para baixar idade de reforma Sobre Ventura, o número dois do Governo defendeu que o país “não pode ser governado por demagogos, por pessoas cujo grande objetivo é dar três entrevistas por semana na televisão” .
Por outro lado, questionou também a preparação do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerando que alguém que há três anos era ministro da Administração Interna “e não foi capaz de antecipar a crise migratória e desmantelou o SEF” não está pronto para governar.
“Não foi capaz de antecipar os sinais dos tempos” , considerou.
Pelo contrário, defendeu, o atual Governo está a pensar no médio prazo quando, por exemplo, entra no capital na REN para ter “um controlo sobre a rede e a infraestrutura energética” ou quando reforça o investimento em Defesa com equipamentos para a Marinha, questionando até como podem estes temas gerar polémica.
Entrada do Estado na REN dá influência mas não baixa diretamente tarifas, diz antigo presidente ERSE “Nós a trabalharmos nas áreas de soberania - segurança energética, reforço da nossa capacidade de defesa da nosso espaço marítimo - e estes são os grandes temas de controvérsia para o PS e para o Chega e para um grande espetro de comentadores” , lamentou.
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