Montenegro admite que “ensino perdeu qualidade” e ‘responde’ a Passos: “ninguém muda o país com lamúrias”
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reconheceu esta sexta-feira que “ nos últimos anos o ensino perdeu qualidade, perdeu exigência “, numa reação aos resultados do PISA que mostraram um agravamento do desempenho dos alunos portugueses .
Isto depois de há dois dias já ter atribuído os maus resultados às decisões tomadas pelos anteriores governos.
Aulas começam com falta de professores sobretudo em Lisboa Ler Mais “ A realidade é que nos últimos anos o ensino perdeu qualidade, perdeu exigência e também por isso perdeu qualidade.
E isso consegue-se dizer não em termos de opinião, mas em termos de avaliação”, afirmou Luís Montenegro no arranque do ano escolar , em que inaugurou o novo Centro Escolar Barbosa du Bocage, em Setúbal.
"A realidade é que nos últimos anos o ensino perdeu qualidade, perdeu exigência e também por isso perdeu qualidade.” Luís Montenegro Primeiro-ministro e Presidente do PSD.
Montenegro voltou a apontar os resultados da avaliação internacional como evidência da perda de qualidade do ensino, mas destacou que as medidas adotadas pelo atual Governo procuram inverter essa trajetória.
“Aquilo que aconteceu com os testes PISA de 2025 confirmaram as medidas que nós já vínhamos implementando de reforço da exigência e da qualidade, de valorização da docência, de valorização dos espaços físicos das escolas e da requalificação dos gestores da escola” , afirmou.
“O ensino é uma das áreas mais desafiantes da política”, sublinhou ainda o primeiro-ministro na mesma intervenção, defendendo a necessidade de “atrair mais professores para as escolas” e de “valorizar todas as áreas do ensino”.
Passos deixa aviso a Montenegro: “o tempo está a esgotar-se” Ler Mais E no mesmo dia em que foi notícia que o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho voltou a avisá-lo de que “o tempo está a esgotar-se” para fazer reformas , o chefe do Executivo ‘respondeu’ que “ninguém muda a escola, ninguém muda o município e ninguém muda o país com tristezas e com lamúrias”.
“Nós não estamos aqui para nos lamentarmos de nada.
Nós estamos aqui para enfrentar as dificuldades, os desafios, e superá-los”, rematou Luís Montenegro.
Dos telemóveis às escolas profissionais Na sessão desta manhã, Montenegro defendeu ainda a restrição ao uso de telemóveis nas escolas, que abrange os alunos até ao 9.º ano .
“Não é para castigar ninguém” , referiu, argumentando que “há tempo para tudo” e que a tecnologia deve continuar a ser utilizada quando contribui para os objetivos da escola, sem prejudicar o processo de aprendizagem.
Aulas começam com falta de professores sobretudo em Lisboa Ler Mais Sobre a falta de professores , o primeiro-ministro destacou a integração de mais de 3.000 docentes na escola pública, mas admitiu que “ainda não chega” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.