Exército português já tem uma solução de IA soberana, o Afonso
Chama-se Afonso e é a primeira solução soberana de inteligência artificial desenvolvida pelo Exército Português, concretizando uma das linhas da Estratégia para IA do ramo das Forças Armadas.
Junta-se ao Marinheiro de Silício, a solução de IA da Marinha Portuguesa.
“Nesta primeira fase, irá responder a um conjunto de perguntas dentro daquilo que é a intranet do Exército, às necessidades do Exército, a nível de documentação, de processos, na área logística, financeira e pessoal”, revela o Brigadeiro-General João Barroso, em entrevista que poderá ler na íntegra amanhã no ECO/eRadar.
Exército investe 1,3 milhões em simulador para testar armas Ler Mais “Neste momento, o nosso enfoque — é um dos pontos que previmos na nossa estratégia de inteligência artificial — é aumentar, não vou chamar a consciência situacional, porque isso é um termo militar, mas o awareness interno para a necessidade da utilização judiciosa e cuidada de ferramentas de inteligência artificial”, garante o Diretor de Comunicações e Informação (DCI) do Exército Português.
“A última coisa que o Exército pretende é que haja uma utilização desregulada de ferramentas de inteligência artificial, que aliás é um trend que se está a verificar muito hoje em dia, na maior parte das organizações.
Qualquer pessoa tem acesso a uma miríade de aplicações de inteligência artificial e interage diretamente com elas.
Utilizam uma ferramenta terceira e não se apercebem dos dados que estão a dar para a organização”, alerta.
“E é esse tipo de controle que nós pretendemos fazer.
Portanto, no Exército, o que está previsto é a utilização do tenant do co-pilot, dentro do tenant do Exército .
Ou seja, a informação que a gente faz é dentro do nosso tenant , não vai para a internet, não anda a circular.
Mesmo para a informação não sensível, tentamos que ela fique dentro do tenant do Exército.
Obviamente que tentamos com isto, diminuir a nossa exposição”, explica.
Visualização do Afonso em funcionamento.
D.R.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.