Passe verde em Lisboa e Porto chega na terceira semana de setembro e será alargado à Fertagus
O alargamento do Passe Ferroviário Verde aos serviços urbanos de Lisboa e Porto vai arrancar na terceira semana de setembro, informa o Ministério das Infraestruturas em comunicado.
O título permite viajar nos comboios da CP por apenas 20 euros por mês e irá “ser alargado à linha da Fertagus”, diz a nota enviada pelo gabinete de imprensa de Miguel Pinto Luz.
O Ministério das Infraestruturas aponta para poupanças significativas para quem utilize apenas o comboio para chegar ao destino , uma vez que poderá optar por comprar apenas o Passe Ferroviário Verde (PFV) em vez do Navegante, em Lisboa, e do Andante, no Porto.
O comunicado aponta dois exemplos: Um passageiro com residência em Famalicão (fora da Área Metropolitana do Porto) e que trabalha na baixa do Porto (junto à estação de S.
Bento) pagava 60 euros por mês por dois títulos (40 euros do Andante + 20 euros do PFV).
Passa a poder ter apenas o PFV por 20 euros/mês, o que representa uma poupança anual de 480 euros.
Um passageiro que vive em Monte Abraão (Sintra) e que trabalha em Entrecampos (Lisboa) tem atualmente como opção o passe Navegante (40 euros) ou o passe da CP (32,35 euros).
Agora poderá escolher apenas o PFV por 20 euros/mês, o que permite uma poupança de 240 euros/ano.
“O reforço da oferta do Passe Ferroviário Verde reduz os custos para as famílias e dá mais razões para deixar o automóvel em casa”, afirma o Ministro das Infraestruturas e Habitação Miguel Pinto Luz, citado na nota de imprensa.
Comboios com 10% mais passageiros à boleia do “passe verde” Ler Mais O Ministério das Infraestruturas estima em 1,5 milhões de euros o impacto financeiro anual da medida, em compensações a serem pagas à CP e Fertagus .
O comunicado não refere quando será alargado o passe à Fertagus .
O ECO questionou o ministério liderado por Miguel Pinto Luz e ainda aguarda resposta.
O PFV poderá aumentar a procura pelo chamado “comboio da ponte”, que enfrenta já graves problemas de sobrelotação nas horas de ponta .
A Comissão de Utentes da Fertagus enviou em março à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e “com riscos de segurança”.
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