Educação volta a dar que falar. Partidos querem esclarecimentos (e CPI)
A polémica relacionada com a classificação dos exames nacionais marcou o fim do último ano letivo. Agora, com o início de um novo ano letivo, o Ministério da Educação volta a dar que falar com outro problema: a colocação dos alunos.
Ao final da noite de segunda-feira, uma reunião entre o Ministério da Educação e cerca de 30 diretores escolares do concelho de Lisboa, que durou mais de sete horas, culminou com a "distribuição" de mais de 600 alunos sem colocação.
"O objetivo era colocar todos os alunos que estavam sem colocação e conseguimos. Não houve necessidade de criar turmas. Distribuímos os alunos pelas turmas já existentes, mas grande parte ficou em supranumerário", adiantou fonte próxima ao processo à CNN Portugal .
No entanto, os problemas na área da Educação já levaram o secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, a admitir avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e os partidos Livre e Bloco de Esquerda (BE) a pedir esclarecimentos ao Governo. À Direita, a Iniciativa Liberal (IL) referiu que não se posicionará sobre uma eventual CPI até ouvir as explicações.
Em declarações aos jornalistas, esta segunda-feira, José Luís Carneiro adiantou que os socialistas fizeram "um conjunto de perguntas ao Governo", que já foram respondidas, e admitiu a possibilidade de avançar com uma CPI .
"[As respostas] Estão a ser analisadas para verificar se avançamos ou não com a comissão de inquérito, tal qual assumi em julho", referiu.
Questionado sobre o arranque do ano escolar, José Luís Carneiro referiu ser "a primeira vez que acontece na escola pública as crianças chegarem ao início do ano letivo e não terem escola".
"É a primeira vez que acontece. Tínhamos tido um ministro que, como se sabe, cometeu um erro muito grave e lançou o caos nos exames nacionais de acesso ao Ensino Superior, que provocou graves prejuízos no acesso à informação e no direito de candidatura ao Ensino Superior.
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