Portugal ambiciona um novo unicórnio a cada dois anos
Criar uma empresa avaliada em mil milhões de dólares é uma ambição que exige mais do que uma boa ideia.
É preciso encontrar um produto com mercado, construir uma equipa capaz de o desenvolver e conseguir replicar o negócio além-fronteiras.
É neste percurso que a Fábrica de Unicórnios procura intervir, apoiando startups desde as primeiras etapas até à expansão internacional.
Desde 2022, a Fábrica de Unicórnios tem vindo a construir um ecossistema de apoio ao empreendedorismo e à inovação, com resultados que ajudam a medir a dimensão da sua atividade.
Ao todo, já apoiou 919 startups e 88 scaleups, empresas que se encontram numa fase mais avançada de crescimento.
No conjunto, as startups do seu portefólio criaram 5.730 postos de trabalho e levantaram 704 milhões de euros em financiamento.
A ambição de Portugal ter um novo unicórnio a cada dois anos é uma meta exigente, mas não impossível, admite Gil Azevedo, diretor executivo da Fábrica de Unicórnios, ao Jornal Económico.
A ambição, porém, não se esgota no apoio a empresas nacionais.
Lisboa tem procurado afirmar-se também como destino para empresas tecnológicas internacionais, numa estratégia que contribui para atrair talento, investimento e novas oportunidades de negócio.
Já se instalaram na cidade 17 unicórnios internacionais e 70 empresas tecnológicas internacionais, responsáveis pela criação de 17 mil postos de trabalho.
Existem 7 unicórnios com ADN português: OutSystems (2018), Talkdesk (2018), Feedzai (2021), Remote (2021), Sword Health (2021), Anchorage Digital (2021) Tekever (2026).
“Hoje em dia, a fábrica do Unicórnios tem seis áreas”, explica Gil Azevedo.
A primeira é a incubação, destinada a startups em fase inicial, que precisam de desenvolver o primeiro produto, conquistar os clientes e preparar as rondas de investimento iniciais.
Segue-se o programa de aceleração dirigido a empresas que já têm produto, receita e capacidade de crescimento, mas que procuram dar o salto para os mercados internacionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.