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Acusado de violação e de ser um “predador implacável”, Russell Brand não perde apoio de Robert Kennedy Jr. e aliados

SAPO24 ·

Russell Brand, de 51 anos, está a ser julgado no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por sete crimes (três de violação, três de agressão sexual e um de atentado ao pudor), que envolvem seis mulheres e factos alegadamente ocorridos entre 1999 e 2009.

O comediante e ator declarou-se inocente e sustenta que qualquer contacto sexual, a ter existido, foi consensual.

O julgamento deverá durar cerca de seis semanas, e segundo o Politico tem sido acompanhado de perto por uma rede de apoiantes nos Estados Unidos: Tony Lyons, líder do movimento MAHA (“Make America Healthy Again”), fundado por Robert F.

Kennedy Jr., esteve no tribunal durante a seleção do júri, e os grupos do movimento, tal como o próprio Kennedy, mantêm o apoio a Russell Brand desde que este foi formalmente acusado, há mais de um ano.

Duas semanas antes do início do julgamento, Russell Brand tinha participado numa cimeira do MAHA em Washington, ao lado de Mehmet Oz, e fotografou-se com Kennedy; na quarta-feira, interveio numa conferência telefónica do movimento, na qual Lyons afirmou que ele foi “falsamente acusado”, “perseguido” e “censurado”.

Associações de apoio especializado à vítima de violência sexual: Quebrar o Silêncio (apoio para homens e rapazes vítimas de abusos sexuais) 910 846 589 [email protected] Associação de Mulheres Contra a Violência – AMCV 213 802 165 [email protected] Emancipação, Igualdade e Recuperação – EIR UMAR 914 736 078 [email protected] Na abertura do processo, na quarta-feira, a acusação, representada por Riel Karmy-Jones KC, descreveu Brand como um predador sexual “implacável”, “calculista” e “manipulador”, movido por um desejo “indiscriminado e voraz”, para quem as mulheres eram “um meio para atingir um fim”.

Segundo a acusação citada pela BBC , as seis queixosas, que não se conhecem entre si, foram agredidas num quarto de hotel, em locais de trabalho, numa cabine de casa de banho de um bar e em casa do ator.

À chegada ao tribunal, Brand disse sentir-se “abençoado” e “preocupado, mas esperançoso”.

Na quinta-feira, foi exibida a gravação do depoimento prestado à polícia em 2023 pela primeira queixosa, que depois testemunhou atrás de um ecrã.

Alega ter sido violada por Russell Brand num quarto de hotel em Bournemouth, em 1999, depois de se terem conhecido na conferência do Partido Trabalhista, onde participava num espetáculo.

Descreveu uma mudança súbita de um comportamento “simpático, extravagante e efeminado” para outro “monstruoso”, explicou que o julgava homossexual e se sentia “sexualmente segura” na sua companhia, e contou que a obrigou a fotografá-lo sem camisola antes da alegada agressão.

Disse ter ficado a sentir-se “suja” e com medo de estar grávida, e que demorou a denunciar por temer pela carreira e por achar que ninguém acreditaria.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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