Generali Investments: economia do espaço mais do que duplica até 2035
A economia espacial global prepara-se para um grande crescimento entre 2023 e 2035.
As projeções do Fórum Económico Mundial e da McKinsey perspetiva que o setor passe de 630 mil milhões de dólares (553 mil milhões de euros) para os 1,8 biliões de dólares (1,5 biliões de euros), refere o chefe de investigação da Plenisfer Investments SGR, parte da Generali Investments, Marco Mencini, ou seja mais de 185%.
Numa nota Marco Mencini salienta que a economia especial tem sido frequentemente retratada através do seus elementos mais visíveis tais como: foguetões, missões e grandes constelações de satélites.
Contudo em termos económicos o lançamento “é apenas” a porta de entrada para uma cadeia de valor muito mais vasta.
“Em 2025, o mercado global upstream, que engloba o fabrico de naves espaciais e os serviços de lançamento, valia aproximadamente 75 mil milhões de euros.
O mercado a jusante, incluindo comunicações por satélite, observação da Terra e serviços de navegação, valia aproximadamente 490 mil milhões de euros”, salienta.
Atualmente grande parte da economia espacial está nos dados e serviços viabilizados pela infraestrutura orbital, que, para se expandir e operar, requer não só novos satélites, mas, sobretudo, capacidade de lançamento, sensores, sistemas óticos, estações terrestres, software de controlo, capacidade computacional e sistemas de segurança, salienta a nota.
“A economia espacial está, assim, a evoluir de uma série de projetos para uma nova infraestrutura industrial, digital e estratégica”, acrescenta.
Pelo que do lado do investidor identificar um mercado em crescimento “não é suficiente”.
É preciso compreender quais os componentes que se “tornarão indispensáveis, onde surgirão os estrangulamentos e quais as empresas que serão capazes de transformar a procura em receita e fluxo de caixa”.
Uma rede de satélites é constituída por três camadas principais de infraestrutura.
“A primeira é o acesso ao espaço.
Os veículos de lançamento e os sistemas de propulsão determinam a capacidade de colocar satélites e outras cargas úteis em órbita.
A segunda camada é a infraestrutura orbital.
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