Irmã de Kim Jong-un desconhece troca de mensagens com Trump
"Em relação às recentes notícias vindas de Washington sobre as trocas de mensagens entre os líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos, não tenho absolutamente nenhum conhecimento das mesmas" , afirmou Kim Yo-jong num comunicado.
"Este é provavelmente o único assunto relacionado com a política externa das nossas mais altas autoridades de que não tenho conhecimento", acrescentou a dirigente norte-coreana.
Kim Yo-jong, uma das figuras mais influentes do regime de Pyongyang e que tem assumido frequentemente a divulgação das posições norte-coreanas relativamente aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, reagia às recentes declarações de Trump sobre os contactos com Kim Jong-un.
No mesmo comunicado, a responsável desvalorizou a decisão anunciada pelo Presidente norte-americano de reduzir a dimensão dos exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul.
"Em relação à redução do âmbito dos exercícios militares conjuntos realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul, anunciada pelo Presidente norte-americano, não a consideramos digna de comentários e consideramos que é completamente irrelevante", afirmou.
Pyongyang tem denunciado regularmente os exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, considerando-os de preparação para uma eventual invasão do país, enquanto Washington e Seul sustentam que têm natureza defensiva.
Nos últimos dias, o Trump tem pressionado os conselheiros para organizarem um novo encontro com o líder norte-coreano, durante uma viagem à Ásia prevista para o outono, noticiou hoje o The Wall Street Journal (WSJ).
Segundo o jornal norte-americano, Trump discutiu em privado a possibilidade de realizar a cimeira durante a próxima deslocação à região, tendo responsáveis da administração admitido que o encontro poderá ocorrer em novembro.
A eventual reunião podia coincidir com a cimeira dos líderes da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para Shenzhen, na China, referiu o WSJ.
O jornal considerou que a intenção de Trump de retomar o diálogo ao mais alto nível com Pyongyang está relacionada com a procura de um avanço significativo na política externa, numa altura em que as negociações com o Irão permanecem bloqueadas.
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