Tratamento agudo da enxaqueca: da inovação terapêutica à otimização do controlo da crise
Tratar uma crise de enxaqueca parece um problema simples: escolher um fármaco e esperar que a dor desapareça.
Na prática, é bastante mais complexo, já que uma terapêutica aguda eficaz deve permitir controlar a dor, mas também recuperar rapidamente a funcionalidade, aliviar os sintomas associados, minimizar a recorrência e reduzir a necessidade de medicação adicional.
Por isso, antes de discutirmos qual o medicamento a utilizar, importa perguntar se estamos a tratar corretamente a crise.
O primeiro passo continua a ser um diagnóstico adequado, sendo fundamental capacitar todos os clínicos sobre os padrões associados às crises: forma de instalação, intensidade, duração, presença de náuseas ou vómitos, sintomas associados, resposta a tratamentos anteriores e impacto funcional.
Uma pessoa cuja enxaqueca progride de forma mais gradual pode não ter as mesmas necessidades terapêuticas de outra que, em pouco tempo, apresenta dor intensa, náuseas e incapacidade para manter a sua atividade habitual.
É neste contexto que deve ser escolhida e otimizada a terapêutica aguda.
Os triptanos permanecem ferramentas úteis neste percurso, devendo a sua utilização ser individualizada no que concerne à molécula, dose e via de administração.
O momento da toma, a dose adequada e a escolha da formulação podem fazer uma diferença importante na resposta.
É também relevante não concluir demasiado depressa que um determinado tratamento “não funciona”.
A resposta deve ser avaliada ao longo de várias crises, procurando perceber se houve alívio da dor, mas também se ocorreu recuperação funcional, qual a rapidez do efeito, se existiu recorrência e qual foi a tolerabilidade ao medicamento.
Quando a resposta é insuficiente, podem ser consideradas diferentes estratégias, desde a otimização do momento da toma à mudança de triptano, associação terapêutica ou utilização de outras opções específicas para a enxaqueca.
É precisamente aqui que a inovação dos últimos anos acrescenta valor.
O crescente conhecimento da fisiopatologia da enxaqueca e, em particular, do papel do CGRP permitiu ampliar significativamente o arsenal terapêutico.
Hoje temos mais possibilidades para individualizar o tratamento, incluindo em pessoas que apresentam contraindicações, intolerância ou resposta insuficiente às opções anteriormente utilizadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornalmedico.pt — o conteúdo pertence a Jornal Médico.