Sindicato dos Médicos do Norte leva à Provedora de Justiça novo modelo de escolha da Formação Especializada
A queixa dá continuidade à intervenção iniciada pelo SMN a 16 de setembro, quando exigiu à Ministra da Saúde e à ACSS esclarecimentos sobre os lotes de candidatos, o algoritmo de atribuição de vagas, o número de opções permitido e o destino das vagas recusadas.
A resposta da ACSS não esclareceu as questões concretas colocadas.
No dia 28 de setembro, a Direção do SMN reuniu também com cerca de 30 médicos internos de Formação Geral, para ouvir as suas preocupações e avaliar o impacto do novo modelo.
Para milhares de jovens médicos, esta escolha pode determinar a especialidade que vão exercer, a unidade de saúde onde vão trabalhar e a localidade onde irão viver durante vários anos.
As regras têm de ser claras, conhecidas antecipadamente e iguais para todos.
Até 2025, cada candidato escolhia, por ordem de classificação, conhecendo as vagas ainda disponíveis.
Depois de os candidatos se terem inscrito, realizado a prova e sido ordenados, a ACSS anunciou que a escolha em 2026 seria exclusivamente online, assíncrona e por lotes.
Não se trata apenas de trocar uma sala por um computador.
Mudou a própria forma de escolher.
Os candidatos passam a ordenar previamente as suas preferências, que serão processadas por um algoritmo, sem conhecerem as vagas efetivamente disponíveis quando chegar a sua posição.
Persistem dúvidas sobre aspetos essenciais do processo e desigualdades nas condições de escolha: o primeiro lote irá dispor de cerca de quinze dias, enquanto os restantes terão pouco mais de 13 horas, eventualmente num dia de trabalho e sem dispensa de serviço.
O SMN pede uma intervenção urgente antes do início das escolhas e que, em 2026, seja mantido um sistema sequencial, presencial ou eletrónico, mas síncrono e em tempo real.
Modernizar não pode significar retirar transparência, informação ou direitos.
Digitalizar um concurso não pode servir para mudar as regras depois de ele ter começado.
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