Guidelines da ESC para Insuficiência Cardíaca de 2026 fornecem recomendação de Classe IA para medicamentos MRA como tratamento fundamental para doentes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada
O Kerendia (finerenona), um antagonista seletivo não esteroide dos recetores mineralocorticoides (MRAne) com perfil farmacológico e clínico distinto, é o único MRA com evidência de ensaio clínico de fase III com resultados positivos em doentes com insuficiência cardíaca sintomática e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40%.
No estudo FINEARTS-HF, a finerenona reduziu significativamente o outcome composto de morte cardiovascular e eventos totais de descompensação da insuficiência cardíacaem comparação com o placebo, sendo o benefício impulsionado principalmente por um número menor de eventos de descompensação da insuficiência cardíaca.
“Os doentes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada apresentam um risco substancial de eventos cardiovasculares graves – hospitalizações frequentes, um elevado peso de comorbilidades e um elevado risco de mortalidade cardiovascular – enquanto as opções baseadas em evidência tenham sido, até ao momento, limitadas”, afirmou Scott D.
Solomon, MD, Professor de Medicina da Harvard Medical School, diretor do Centro de Resultados de Ensaios Clínicos do Mass General Brigham e presidente do Comité Executivo do estudo FINEARTS-HF.
Acrescentou: “Como pilar fundamental dos cuidados integrados, a recomendação de Classe IA para a finerenona, aliada às fortes evidências em doentes com insuficiência cardíaca com FEVE ≥ 40%, dá-nos a confiança necessária para agir e implementar esta terapêutica precocemente, em conjunto com os inibidores de SGLT-2, para melhorar os resultados nestes doentes.” As guidelines atualizadas simplificam a classificação baseada na FEVE (fração de ejeção ventricular esquerda) em fenótipos abaixo de 50% e com FEVE ≥ 50%.
O estudo FINEARTS-HF utilizou a classificação anterior, mas incluiu doentes em ambas as categorias, com fração de ejeção ligeiramente reduzida e preservada, com FEVE ≥ 40%.
A insuficiência cardíaca (IC) afeta mais de 64 milhões de pessoas em todo o mundo.
Aproximadamente metade destes doentes sofre de IC com FEVE ≥ 40%, uma forma associada a múltiplas comorbilidades, tais como doença renal crónica, hipertensão e fibrilhação auricular, contribuindo para as hospitalizações e a mortalidade.
Apesar de um prognóstico comparável ao de doentes com fração de ejeção reduzida, as opções terapêuticas orientadas por guidelines têm sido limitadas neste grupo.
“Sabemos o quão importante é para doentes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda ≥ 40% e as suas famílias terem acesso a opções terapêuticas eficazes e baseadas em evidência”, afirmou o Dr.
Christian Rommel, diretor Global de Investigação e Desenvolvimento da Divisão Farmacêutica da Bayer.
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