Oftalmologistas alertam para alterações visuais que podem esconder doença
“Esteja atento ao que vê.
Algumas alterações na visão podem ser sinais de doença.” É este o principal alerta da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) no Dia Mundial da Visão, assinalado a 8 de outubro.
Sob o mote “Ver é viver.
Proteja a sua visão”, a campanha pretende sensibilizar para a importância da vigilância da saúde ocular e da avaliação médica perante alterações visuais.
A iniciativa procura chamar a atenção para sintomas que podem ser desvalorizados por parecerem passageiros ou pouco relevantes, mas que, em determinadas situações, podem estar associados a doença ocular potencialmente grave.
Entre os sinais que não devem ser ignorados estão alterações súbitas da visão, flashes de luz, visão turva ou distorcida, aparecimento de manchas, sombras ou “moscas volantes”, perda parcial ou total da visão, alterações da visão central ou periférica e dor ocular associada a perturbações visuais.
Algumas doenças podem evoluir sem sintomas A mensagem da SPO ganha particular relevância porque algumas patologias oculares podem evoluir durante períodos prolongados sem manifestações evidentes.
Outras podem provocar alterações visuais que são inicialmente desvalorizadas pelo próprio doente.
O diagnóstico numa fase precoce pode permitir iniciar tratamento quando existe maior possibilidade de preservar a função visual e evitar a progressão para perda de visão permanente.
Entre as doenças que justificam particular atenção encontram-se o glaucoma, a degenerescência macular ligada à idade (DMI), a retinopatia diabética e a catarata, além dos erros refrativos e das patologias que afetam crianças e jovens.
Glaucoma e DMI: doenças que podem ser silenciosas O glaucoma e a DMI assumem particular importância pela possibilidade de provocarem perda visual irreversível quando não são identificados e acompanhados atempadamente.
No glaucoma, a perda de visão pode começar pela periferia do campo visual, podendo passar despercebida nas fases iniciais.
Já a DMI afeta sobretudo a visão central, fundamental para tarefas como ler, reconhecer rostos ou conduzir.
A retinopatia diabética, por sua vez, constitui uma complicação vascular da diabetes e requer acompanhamento oftalmológico regular, com o objetivo de reduzir o risco de perda visual grave e cegueira.
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