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O “bailarino” que não sabe dançar e o “professor Chibanga”: como foi o debate pós-entrega do OE

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O “bailarino” que não sabe dançar e o “professor Chibanga”: como foi o debate pós-entrega do OE

Sem condições para um espetáculo a solo, que é como quem diz, uma maioria absoluta que lhe permita fazer passar o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) sem o apoio do PS ou do Chega, Luís Montenegro procurou dar “baile” às críticas e resistências da oposição.

Garantindo que de “bom dançarino” pouco tem, o primeiro-ministro apostou as fichas na ‘música’ do desagravamento fiscal desde que tomou posse, da resiliência dos números da economia e das finanças públicas e sobretudo do compromisso de responder às condições que os socialistas lhe exigiram para fazer passar a proposta.

No rescaldo da entrega da proposta do OE2027 no Parlamento, embora não ignorando o tema, os partidos da oposição driblaram a tentação de transformar o debate quinzenal desta sexta-feira com o primeiro-ministro numa discussão orçamental .

Assim, houve tempo para questões sobre o erro da Caixa Geral de Aposentações (CGA) no cálculo de quase três mil pensões que vai obrigar à reposição por parte de pensionistas de valores já pagos, sobre a habitação e sobre saúde.

OE2027 assenta em investimento ambicioso e despesa no limite premium Ler Mais Porém, e porque a música que mais tocará no Parlamento será sobre a proposta orçamental para o próximo ano, é a resposta dada pelo primeiro-ministro às dúvidas do PS para viabilizar o OE2027 que se retira da discussão que marcou a manhã.

“ Quer no que diz respeito ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), quer no que diz respeito à resposta às tempestades, o Governo tem o seu plano completamente a ser executado e, portanto, não há nenhuma matéria sobre isso ”, garantiu Montenegro em resposta ao secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.

Isto porque o líder socialista questionou o chefe de Governo se os investimentos pós-PRR e as respostas às tempestades eram ou não “compromissos para honrar” , já que, na perspetiva de José Luís Carneiro, Montenegro apenas tinha assumido com clareza a revisão da Constituição e a proteção pública do sistema de Segurança Social.

Primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante o debate quinzenal desta sexta-feira.

Uma posição assumida depois do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, ter acusado Montenegro de ser “um verdadeiro bailarino a dançar a dois e dançar a três”, em alusão a negociações políticas quer com o PS, quer com o Chega.

O primeiro-ministro negou dotes de dançarino — “ não tenho jeitinho nenhum para dançar” –, garantindo que as decisões do Governo são apenas “escolhas de politica pública”.

Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, saiu em defesa de Montenegro, atirando que “se houve Governo que deu um grande baile aos portugueses, foi o Governo da geringonça durante oito anos”, referindo-se aos executivos de António Costa, entre 2015 e 2023.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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