SPS26 reforça compromisso com a Medicina Geral e Familiar no acompanhamento do cancro da mama
“É nessa diversidade, mas com um propósito comum, que conseguimos continuar a melhorar a forma como cuidamos.” É com esta visão que Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), enquadra a aposta das Jornadas Nacionais de Senologia – SPS 2026 na aproximação entre diferentes áreas e níveis de cuidados.
Sob o mote “Inovar com evidência – Integrar com rigor!”, as Jornadas, que decorrem nos dias 15 e 16 de outubro, em Alcobaça, dedicam um espaço particular à Medicina Geral e Familiar, reconhecendo o papel dos médicos de família em diferentes momentos do percurso das mulheres com cancro da mama — desde a prevenção e identificação de risco ao acompanhamento após o tratamento.
“Cada intervenção, cada debate e cada contributo reforçam esta rede de compromisso que nos une enquanto comunidade.
Na SPS26, renovamos a nossa responsabilidade coletiva de continuar a evoluir, de questionar, de inovar e de cuidar melhor”, sublinha Gabriela Sousa.
É neste contexto que surge a sessão conjunta SPS/MGF – “Guias de Orientação: Discussão Baseada em Casos Clínicos”, que pretende aproximar a perspetiva da Senologia da realidade dos cuidados de saúde primários, através da discussão de situações clínicas concretas e de diferentes etapas do percurso da doença.
Rastreio personalizado, lesões B3 e sobrevivência em discussão Um dos temas centrais da sessão será o rastreio personalizado, com intervenções de Petra Nóbrega Rodrigues, da USF Sado Setúbal e do IPO Lisboa, e Margarida Lima, do IPO Lisboa.
A discussão permitirá abordar a importância de uma avaliação individual do risco e a forma como os cuidados de saúde primários podem contribuir para identificar fatores de risco e orientar as mulheres para estratégias de vigilância adequadas, em articulação com os cuidados especializados.
A sessão inclui ainda a abordagem e seguimento das lesões B3, tema apresentado por Cristina Costa, do IPO Lisboa.
A complexidade destas lesões e a necessidade de integrar informação clínica, imagiológica e anatomopatológica colocam desafios concretos à decisão e ao acompanhamento, tornando particularmente importante a articulação entre os diferentes profissionais envolvidos.
Outro dos momentos será dedicado às sobreviventes de cancro da mama, com Susana Sousa e Ana Sofia Marafona, da ULS Tâmega e Sousa.
Depois do tratamento, muitas mulheres continuam a necessitar de acompanhamento diferenciado, não apenas pela vigilância da doença, mas também por efeitos tardios dos tratamentos e por questões relacionadas com saúde física e emocional, reintegração social e profissional ou qualidade de vida.
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