Transfer pricing Brasil-Portugal: o silêncio que custa caro
Imagine uma empresa portuguesa que fornece serviços técnicos a sua filial no Brasil.
Um mesmo lucro, dois países, duas visões diferentes de quanto custa aquele serviço.
Brasil acha que está caro demais; Portugal acha que está barato demais.
Resultado: o lucro é tributado duas vezes.
Esse é o mundo do transfer pricing, e é um problema real entre Brasil e Portugal que ninguém discute porque pareça invisível.
Mas custa caro.
O cenário é comum: você tem operações nos dois países, estrutura societária com matriz e filial, ou apenas serviços que cruzam fronteira.
A lei brasileira diz que preços devem ser “arm’s length”, o preço que duas empresas independentes cobrariam uma da outra.
Portugal diz a mesma coisa.
Mas aqui está o problema: arm’s length é conceito, não fórmula.
Dois peritos tributários, messmos dados, quatro interpretações diferentes.
Quando as auditorias fiscais vêm, e vêm, Brasil e Portugal não consultam um ao outro.
Cada um faz sua conta em isolado.
A Receita brasileira conclui que você transferiu lucro para fora cobrando menos por serviços; a Autoridade Tributária portuguesa conclui que você trouxe lucro de forma exagerada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.