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Economia

É inteligente abrandar a IA?

Jornal Económico ·
É inteligente abrandar a IA?

Alguns líderes da indústria de Inteligência Artificial têm alertado sobre os riscos da tecnologia e estão a sugerir pausas no seu desenvolvimento.

O que pode, afinal, estar a justificar este pedido para abrandar? É muito plausível que existam receios genuínos de segurança.

O perigo não reside em cenários de ficção científica com guerras de cyborgs (para já), mas na possibilidade real de a IA sair das suas sandboxes e aceder a infraestruturas críticas.

A nossa dependência das infraestruturas de rede é absoluta.

Basta recordar o apagão do ano passado que paralisou a economia ibérica, ou o ciberataque desta semana assumido pela MEO, que perturbou severamente os níveis de serviço.

A infiltração da IA em redes energéticas, financeiras, de telecomunicações, ou mesmo em infraestruturas militares e de saúde, tem potencial para causar danos incalculáveis.

Contudo, também há elementos financeiros a ter em conta.

O altruísmo corporativo raramente ignora a análise das contas.

A exigência financeira para treinar modelos, desenvolver código e garantir componentes como chips atingiu proporções colossais.

O setor está a financiar-se através de enormes injeções de capital e, cada vez mais, de dívida.

Simultaneamente, as empresas deparam-se com a dificuldade de criar produtos vendáveis e rentáveis.

A evolução é tão rápida que o mercado não está a conseguir digeri-la.

É difícil rentabilizar a tecnologia se o utilizador se sente perdido perante inovações que ficam obsoletas antes mesmo de as aprender a usar, até porque a curva de aprendizagem não é simples.

Uma pausa seria, portanto, um balão de oxigénio comercial para os atuais incumbentes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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