Aritmética do crime e o exemplo dinamarquês
Nas últimas semanas avolumaram-se os episódios de insegurança nas cidades de Lisboa e Porto.
Esfaqueamento até à morte de um jovem no Cais do Sodré, homem baleado na Cova da Moura, quatro homens esfaqueados em Sacavém, desacatos graves entre grupos na cidade do Porto, turista sueca atingida por uma bala perdida na Baixa lisboeta.
São sinais preocupantes de um possível aumento da criminalidade e da insegurança, sobretudo nas cidades mais populosas do país.
A resposta das autoridades a esta realidade segue o velho paradigma português: casa roubada, trancas à porta.
Logo após o incidente com a bala perdida que atingiu a turista sueca em Lisboa vimos um ror de polícias na zona.
Era o suposto reforço policial, que durou apenas alguns dias.
Depois é o esquecimento da comunicação social, da população e tudo volta ao mesmo.
Não há policiamento de proximidade.
Não se vê um polícia na rua.
Não se vêem viaturas a circular em actividade policial preventiva.
Quem quiser encontrar um polícia tem de ir às esquadras.
Não sabemos, ou o comum dos mortais não sabe, quem pratica os crimes em Portugal.
As autoridades policiais saberão, mas não o divulgam com a clareza e a transparência a que todos temos direito.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) português não divulga a nacionalidade de quem comete os crimes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.