UE condena acordo “preocupante” entre Trump e Putin
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reagiram desfavoravelmente ao acordo entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em torno do combustível diesel, alegando que fragiliza a unidade transatlântica numa altura em que a Rússia intensifica os ataques contra a Ucrânia.
Neste contexto, em reunião no Luxemburgo, os ministros do bloco decidiram manter as sanções contra a Rússia.
O acordo prevê que Moscovo coloque de imediato 300 mil toneladas de gasóleo no mercado norte‑americano e mundial, com mais 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão em data posterior.
Para viabilizar o entendimento, Washington concedeu uma ampla isenção de sanções ao gasóleo russo até abril de 2027, o que suscitou preocupações na Ucrânia e entre os seus aliados.
“Os Estados Unidos são o nosso maior aliado, mas a nossa mensagem é clara: se queremos pôr fim a esta guerra, a única forma de o conseguir é aumentar a pressão sobre a Rússia”, afirmou esta manhã, 12 de outubro, a Alta Representante Kaja Kallas, à medida que os ministros dos Negócios Estrangeiros se reuniam em Luxemburgo.
Kallas apelou à Casa Branca para aplicar a proposta de lei promovida pelo senador Lindsey Graham, que prevê sanções e tarifas de longo alcance contra Moscovo.
Mas a legislação, aprovada na sequência da súbita morte de Graham, deixa a decisão à discrição do presidente.
“Se aplicassem a lei Graham, conseguiríamos exercer uma pressão real para que a Rússia termine esta guerra”, disse Kallas.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Irlanda, Helen McEntee, classificou o acordo de gasóleo Trump‑Putin como “preocupante”, mas insistiu que o bloco vai manter a estratégia seguida ao longo dos últimos anos.
A UE aprovou esta segunda‑feira a maior atualização de sempre da sua lista de sanções, abrangendo mais de 1.600 pessoas e entidades acusadas de sustentar o esforço de guerra da Rússia, refere a agência Euronews.
Mais de metade estão ligadas à produção de mísseis balísticos.
“O que temos de fazer é recentrar e redobrar os esforços para manter a pressão sobre a Rússia”, afirmou McEntee.
A sua homóloga sueca, Maria Malmer Stenergard, criticou o acordo sobre gasóleo e incentivou os parceiros europeus a recorrer aos ativos russos imobilizados para reforçar o apoio militar e financeiro à Ucrânia.
“Lamento profundamente este acordo.
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