Torres Vedras: Bombeiros falam em esperas de 1h por ambulância. INEM nega
E m comunicado, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, único corpo de bombeiros no concelho, considerou "particularmente preocupantes situações em que cidadãos permanecem mais de uma hora à espera de uma ambulância, perante a indicação de inexistência de meios disponíveis, quando existem no quartel ambulâncias e equipas em condições de responder à ocorrência, mas que não foram acionadas pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU)", gerido pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Contactado pela agência Lusa, o INEM contrapôs, afirmando que, das 420 ocorrências registadas entre 28 de julho e 12 de agosto, "em 95% o tempo de acionamento do primeiro meio foi inferior a 20 minutos e 13 segundos, não tendo, portanto, sido registado qualquer tempo de acionamento superior a uma hora".
Contudo, reconheceu que "a pressão sobre o Sistema Integrado de Emergência Médica pode ser particularmente elevada em períodos de férias e perante condições meteorológicas adversas, podendo gerar constrangimentos pontuais na disponibilidade de meios", cabendo ao CODU a gestão dos meios.
A corporação exemplificou com situações ocorridas a 28 de novembro e 05 de dezembro de 2025 e 11 de junho deste ano, de que tomou conhecimento pela população que recorreu ao 112 e que, na falta de resposta, tará contactado diretamente a corporação.
Nesta última data, os bombeiros terão tido conhecimento pela população de dois pedidos de socorro para o 112, em que num dos quais a vítima deitada num banco da escola terá esperado "mais de hora e meia" por uma ambulância e no outro a vítima, com "possível convulsão", terá aguardado "mais de meia hora".
Já o INEM alegou que "o tempo mediano para acionamento do primeiro meio foi de seis minutos e seis segundos, com um máximo registado de 45 minutos e 25 segundos".
O INEM esclareceu que "não existe qualquer mecanismo de retenção ou cativação de ambulâncias em função da prioridade atribuída às ocorrências", acrescentando que "desde que exista um meio disponível e adequado, este é acionado pelo CODU, independentemente da prioridade clínica"
"A prioridade resulta da triagem clínica efetuada pelo CODU e determina o grau de urgência da situação e o tempo máximo expectável de resposta, informação que é comunicada pelos profissionais do CODU no momento do acionamento", justificou.
Segundo o INEM, "a existência de uma ambulância e de uma equipa fisicamente num quartel não significa, por si só, que esse meio esteja disponível para acionamento naquele momento, uma vez que, entre outros motivos, pode não ser o meio mais adequado à situação em causa".
Naquele período, a corporação registou mais de 30 ocorrências de emergência pré-hospitalar por dia, "um número que tem vindo a aumentar de ano para ano".
Apesar da diversidade e do aumento das ocorrências, garantiu que "nenhum pedido de socorro" fica sem resposta e defendeu perante o INEM que, "existindo meios de socorro disponíveis e operacionais no concelho, estes possam ser acionados de forma rápida sempre que sejam necessários".
Os bombeiros torrienses alertaram ainda para constrangimentos no hospital de Torres Vedras, nomeadamente nos serviço
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