BCSD Portugal ultrapassa 18 mil participações em formação sobre sustentabilidade
A Academia do BCSD Portugal registou mais de 18 mil participações em ações de formação desde a fundação da associação, em 2001, envolvendo mais de 600 empresas e acumulando mais de 1.600 horas de formação.
Os números são apresentados pela organização como reflexo do reforço da aposta na capacitação de profissionais e empresas para responder aos desafios da transição sustentável.
Criada em 2023, a Academia entra agora numa nova fase de desenvolvimento, assente numa oferta que combina uma jornada formativa estruturada em três níveis com programas desenhados à medida das necessidades das empresas.
Segundo o BCSD Portugal, o objetivo passa por trabalhar simultaneamente a capacitação individual dos profissionais e a transformação organizacional.
A estratégia de personalização tem sido acompanhada pelo desenvolvimento de parcerias com outras entidades.
Entre os projetos destacados pela organização está uma iniciativa realizada com a Fundação Santander, que chegou a cerca de 600 pequenas e médias empresas portuguesas, bem como um roadshow promovido em parceria com a AICEP que levou ações de formação a profissionais de cinco concelhos.
Desde 2023, a Academia registou uma taxa média de satisfação de 93% entre os formandos, indicador que o BCSD Portugal considera demonstrativo da relevância da sua atividade formativa.
“A evolução da Academia traduz uma mudança importante na forma como encaramos a formação para a sustentabilidade.
Os mais de 18 mil participantes e a produção de conhecimento que temos vindo a desenvolver mostram que existe uma necessidade crescente de munir as empresas e os seus profissionais de competências que lhes permitam transformar conhecimento em ação.
Já não se trata apenas de transmitir conhecimento técnico a especialistas, mas de preparar profissionais e organizações para integrar a sustentabilidade nas suas decisões, na sua estratégia e na forma como fazem negócio”, afirma Filipa Pantaleão, secretária-geral do BCSD Portugal.
A organização sustenta que as competências exigidas pela transição sustentável evoluíram nos últimos anos.
Se inicialmente estavam concentradas em profissionais de áreas ambientais e técnicas, hoje abrangem competências mais transversais, como pensamento sistémico e crítico, capacidade de adaptação, colaboração e resolução de problemas.
Neste contexto, as chamadas green skills passaram a estender-se a diferentes profissões, setores e níveis de senioridade, assumindo um papel crescente nos processos de formação, requalificação e recrutamento.
Para responder a esta transformação, a Academia procura combinar a transmissão de conhecimento técnico com metodologias orientadas para a aplicação prática nas organizações.
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