Famalicão-Marítimo, 1-2 (crónica)
Dois presentes do Famalicão valeram três preciosos pontos ao Marítimo e permitiram à formação madeirense ascender ao topo da classificação, lado a lado com FC Porto e Arouca. Um erro de Carevic, ainda na primeira parte, e outro de Leo Realpe, já em período de descontos, acabaram por oferecer a vitória aos insulares, que até tinham começado o encontro a perder, na sequência de um golo do reforço Breemen.
A primeira parte foi equilibrada e o empate ao intervalo justificava-se. Simo marcou para o Marítimo, restabelecendo a igualdade, num período em que nenhuma das equipas conseguiu impor-se claramente sobre a outra. O Famalicão surgiu transfigurado após o intervalo e dominou praticamente toda a segunda parte. Os minhotos empurraram o Marítimo para trás, criaram várias situações para chegar ao segundo golo, mas pecaram no momento da finalização e não conseguiram materializar o domínio em golos.
Quando o empate parecia ser o resultado final, surgiu mais um erro dos locais. Leo Realpe perdeu a bola já nos descontos e Boakye aproveitou para marcar o tento da vitória, levando os três pontos para a Madeira e colocando o Marítimo no topo da classificação.
Carlos Carvalhal promoveu duas alterações em relação ao empate com o Estoril, lançando Paulo Moreira e Óscar Aranda, enquanto Mitchel van der Gaag manteve o onze que tinha vencido o Casa Pia. Os famalicenses, perante um estádio lotado, entraram melhor e, depois de três cantos consecutivos, chegaram ao golo. Aranda bateu o canto na direita e Breemen apareceu na área a cabecear para o fundo das redes.
O Marítimo, que até tinha criado a primeira grande ocasião do jogo por Téjon, reagiu, mas teve dificuldades em criar perigo. Os insulares acabaram por chegar ao empate na sequência de um erro dos minhotos. Rodrigo Pinheiro fez um lançamento lateral para Carevic, que falhou o remate. Butzke recuperou, acertou no poste e Simo aproveitou a recarga para fazer o 1-1. Até ao intervalo, o jogo ficou mais trapalhão, com muitas perdas de bola e passes errados de parte a parte.
O Famalicão apareceu na segunda parte completamente transfigurado. Carlos Carvalhal deixou Bondo, Aranda e Paulo Moreira no balneário e lançou Meyer, Pedro Santos e Gil Dias. O técnico mexeu também na forma de atacar da equipa, que passou a jogar mais adiantada e empurrou o Marítimo para junto da sua área.
Sorriso era um dos mais inconformados e, após cruzamento de Gil Dias, cabeceou para uma fantástica defesa de Pastor, que negou o golo aos famalicenses.
A equipa minhota mandava no jogo, mas continuava sem conseguir criar verdadeiras situações de perigo perante um Marítimo que fechava a sete chaves os caminhos para a sua baliza. Os treinadores foram refrescando as equipas na tentativa de dar outro ânimo ao encontro, mas o cenário não se alterou.
O Famalicão manteve o domínio do desafio, enquanto o Marítimo segurava o precioso ponto com unhas e dentes. Até que, já nos descontos, tudo mudou: um erro clamoroso de Leo Realpe — rematou contra Breemen — deixou a bola à mercê de Boakye, que não perdoou e levou três preciosos pontos para a Madeira.
Entrou na fase final da partida para se transformar no herói do jogo.
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