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Primeiro ano da unidade de fronteiras da PSP foi "muito atribulado"

Notícias ao Minuto - País ·
Primeiro ano da unidade de fronteiras da PSP foi "muito atribulado"

A UNEF, apelidada informalmente de "mini-SEF", entrou em funcionamento a 21 de agosto de 2025 e tem como principais objetivos o controlo de fronteiras e fiscalização de imigrantes, que anteriormente pertenciam ao extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Neste primeiro ano, a UNEF tem enfrentado vários constrangimentos nos aeroportos, principalmente em Lisboa, devido às longas filas de passageiros no controlo de fronteira aérea provocadas essencialmente pelo sistema europeu de controlo de fronteiras, que entrou em funcionamento em outubro de 2025 de forma faseada e que desde abril está a funcionar a 100%, tendo já sido várias vezes suspenso parcialmente devido ao tempo de espera.

"Não há dúvida nenhuma que foi um ano muito atribulado, ainda para mais quando foi o ano em que se implementou a 100% o novo controlo de fronteiras e que trouxe constrangimentos adicionais relativamente a um trabalho que a própria PSP estava ainda a conhecer, a desenvolver e a aprender. Tudo isto trouxe constrangimentos", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP).

Bruno Pereira considerou que a PSP "passou imensos sacrifícios", tendo a direção nacional tomado "decisões estratégicas para consegui dar uma resposta mais reforçada àquilo que era uma necessidade imensa, sobretudo na segurança aeroportuária".

Ressalvou que nos últimos dois meses os problemas nas fronteiras "foram ultrapassados com o alargamento da área de fronteira e reforço de quase 400 polícias".

O presidente do sindicato que representa a maioria dos comandantes e diretores da PSP destacou também o facto de a UNEF estar a canalizar muitos recursos da polícia, nomeadamente humanos, sustentando que foi dada uma resposta para os aeroportos "ao sabor da espuma do dia e da pressão tremenda do ponto de vista político e mediático".

Bruno Pereira defendeu que poderiam ter sido introduzidos "mecanismos e ferramentas de compensação e flexibilidade gestionária que evitariam colocar tantos polícias nas fronteiras dos aeroportos internacionais e permitiria colocar alguns desses quase 400 polícias nos comandos territoriais do país, que estão com uma falta tremenda de recursos".

O sindicalista afirmou que, se existisse a possibilidade de pagar horas extraordinárias ou pagamentos de honorários, "as estruturas de comando dos aeroportos tinham maior capacidade de gerir aquilo a resposta em apenas determinados períodos do dia".

"Não é preciso ter a fronteira [aérea] sempre cheia de polícias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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