Há projetos de hidrogénio prestes a arrancar, mas maioria fica pelo caminho e vários hesitam
O hidrogénio verde é uma promessa que ainda não ganhou forma, mas cujo momento da verdade parece estar a aproximar-se.
Existem quase 40 projetos autorizados a avançar, ainda assim menos de metade daqueles que já foram cancelados , indeferidos ou que simplesmente caducaram.
Até ao final deste ano, deverão arrancar projetos da Galp, Repsol e HyChem, enquanto outros hesitam em tomar a decisão final de investimento.
Empresas e especialistas do setor apontam a necessidade de mais regulação que enquadre os investimentos assim como de incentivos , para que mais projetos ganhem tração.
A Direção Geral de Energia e Geologia conta, na lista de registos prévios, 142 projetos de hidrogénio verde que lhe foram submetidos .
Destes, a maioria foi cancelado, caducado ou indeferido .
Ainda assim, um pouco mais de um quarto tem título emitido , o que significa que foi dada luz verde ao promotor para avançar com o desenvolvimento do projeto.
E há dois que estão mais à frente, em fase de averbamento/início de exploração, na qual tem de estar concluída a instalação do estabelecimento de produção, em condições de permitir o arranque da exploração.
Estes dois projetos, em fase mais avançada, são o já conhecido da Gestene, no Seixal , através do qual foi injetada a primeira molécula de hidrogénio verde na rede, em 2024 .
O outro é o H2Alba, da Repsol, em Sines .
A Repsol confirma que obteve, no passado dia 10 de julho, o Título Digital de Exploração do Eletrolisador, a autorização necessária para a entrada em funcionamento da instalação, tornando-se “um dos primeiros em Portugal e o primeiro à escala industrial” com este selo.
O projeto encontra-se assim na fase final antes da entrada em operação.
“ O arranque da produção está previsto para os próximos meses ”, em linha com a entrada em funcionamento das novas unidades de polietileno linear (PEL) e polipropileno (PP) do complexo, detalha fonte oficial da empresa.
O projeto H2Alba representa um investimento total de cerca de 15 milhões de euros e contempla um eletrolisador com uma potência de 4 megawatts (MW), destinado à produção de hidrogénio renovável no Complexo Industrial da Repsol em Sines.
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