Moldova declara estado de emergência para energia e água
O Parlamento da Moldova (ou Moldávia) aprovou hoje um estado de emergência de 60 dias nos setores da energia e da água, numa altura em que o país enfrenta a subida dos preços dos combustíveis e uma seca severa.
O estado de emergência, que deverá entrar em vigor no sábado, permite às autoridades moldavas “responder rapidamente em caso de interrupções no abastecimento de energia, combustível e água”, divulgou o governo do país do leste da Europa em comunicado.
A proposta do governo para instaurar este estado de emergência foi aprovada com 54 votos a favor e 20 contra, com 22 deputados a não participarem na votação.
Os preços globais dos combustíveis têm vindo a subir desde o início da guerra no Médio Oriente, enquanto uma seca sem precedentes reduziu o nível dos rios na Europa, afetando o abastecimento de energia.
A Moldova, país de 2,4 milhões de habitantes e candidato à UE, reduziu significativamente a sua dependência das fontes de energia russas desde a invasão da Ucrânia em 2022, passando a contar com importações de países da UE.
Com a previsão de aumento dos preços do gás para os consumidores moldavos, o governo procura alargar o orçamento destinado a ajudar as famílias vulneráveis a pagar as suas contas este inverno, uma ajuda que beneficia metade da população do país.
A Moldova enfrenta também uma “grave escassez de água” nos rios Dniester e Prut, o que pode afetar o abastecimento de água potável, segundo o governo.
A Presidente Maia Sandu considerou, na segunda-feira, que o estado de emergência é necessário para permitir às autoridades agir “caso sejam necessárias decisões rápidas para comprar combustível, se o caudal do Dniester continuar a diminuir ou se os preços dos combustíveis continuarem a subir”.
O líder do Partido Socialista pró-Rússia, atualmente na oposição, Igor Dodon, pediu ao governo, através da rede social Telegram, que “adote uma abordagem pragmática e inicie urgentemente negociações com a Rússia sobre o fornecimento de gás”.
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