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Responsável do "Conselho de Paz" para Gaza alerta para "ponto de não-retorno"

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Responsável do "Conselho de Paz" para Gaza alerta para "ponto de não-retorno"

O alto-representante do "Conselho de Paz" para a Faixa de Gaza, Nikolai Mladenov, alertou hoje para um "ponto de não-retorno" no caso de falhar o plano de paz para o território palestiniano, atualmente num impasse.

"Gaza já não tem meios para suportar mais outra catástrofe. Se o cessar-fogo ruir e a Faixa mergulhar novamente numa escalada do conflito generalizada, não haverá um roteiro a que regressar, nenhuma administração para implantar e nada restará no terreno para reconstruir", declarou Mladenov no Conselho de Segurança da ONU.

Os Estados Unidos obtiveram no final de julho a aprovação pelo movimento islamita palestiniano Hamas de um plano que prevê o seu desarmamento e a retirada do Exército israelita, que ocupa mais de 60% da Faixa de Gaza.

Mas Israel rejeitou o acordo, exigindo um desarmamento total e verificável do Hamas.

A continuação dos ataques israelitas a civis palestinianos, que todos os dias somam mais vítimas, poderá pôr em risco o cessar-fogo, considerou Nikolai Mladenov.

"Cada recurso à força que não é uma resposta a uma ameaça iminente e cada incidente para o qual o mecanismo de coordenação não foi consultado, custam a este processo alguma coisa que será muito difícil de recuperar", sustentou.

O responsável do "Conselho de Paz" lamentou igualmente que o Hamas prossiga, por seu lado, infrações ao cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro de 2025 e nunca totalmente respeitado por nenhuma das partes em conflito.

"Cada arma ainda carregada, cada túnel cuja construção continua e cada coluna cuja passagem é impedida faz recuar o processo e fornece um argumento àqueles que querem retomar a guerra", defendeu Mladenov.

"E, como a experiência tem demonstrado, são os civis palestinianos, as mulheres e as crianças quem sofrerá as consequências", concluiu.

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

A guerra de retaliação israelita no enclave palestiniano fez, até agora, mais de 73.431 mortos, na maioria civis, e pelo menos 174.437 feridos - apesar de um cessar-fogo entrado em vigor a 10 de outubro de 2025, após o qual o Exército israelita continuou a abrir fogo sobre civis palestinianos e o número de vítimas continuou a aumentar.

Pelo menos 1.296 palestinianos foram mortos e 4.296 feridos na Faixa de Gaza desde o início da trégua, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

A guerra no enclave palestiniano causou, além disso, uma catástrofe humanitária, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Mundo.

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