As pessoas não ficam nas empresas. Ficam onde sentem que pertencem
Existe uma ideia profundamente enraizada em muitas organizações: acreditar que o sentimento de pertença surge naturalmente com o tempo.
Que basta integrar uma pessoa, apresentá-la à equipa, explicar-lhe os processos e esperar que, mais cedo ou mais tarde, se sinta parte da empresa.
Mas a realidade mostra precisamente o contrário.
O sentimento de pertença não nasce porque alguém permanece durante muito tempo numa organização.
É esse sentimento que leva uma pessoa a querer permanecer, crescer e construir um percurso, mesmo quando surgem outras oportunidades.
Esta diferença pode parecer subtil, mas altera profundamente a forma como as empresas devem olhar para a retenção de talento.
Durante anos, a preocupação foi encontrar formas de fazer as pessoas ficar.
Investiu-se em benefícios, planos de carreira, programas de bem-estar, políticas de flexibilidade e iniciativas de employer branding .
Tudo isso continua a ser importante e contribui para melhorar a experiência dos colaboradores.
O problema surge quando se acredita que estas iniciativas, por si só, conseguem criar uma ligação duradoura entre as pessoas e a organização.
Na verdade, a pertença não se constrói através de um benefício nem de uma política.
Constrói-se quando alguém sente que o seu contributo tem impacto, que existe espaço para participar, que pode ser ouvido e que encontra oportunidades reais para crescer.
Constrói-se quando a liderança cria confiança suficiente para que exista iniciativa, quando o reconhecimento acontece de forma genuína e quando existe coerência entre aquilo que a organização promete e aquilo que efetivamente vive.
É nesse momento que uma pessoa deixa de sentir que trabalha apenas para uma empresa e passa a sentir que faz parte daquilo que está a construir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.