Nobel da Paz 2026 para jurista sul-africana Navi Pillay
A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz de 2026 pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, anunciou esta sexta-feira o Comité Nobel Norueguês.
Segundo a agência Reuters, o prémio, no valor de 12 milhões de coroas suecas (cerca de 1,1 milhões de euros), será entregue a 10 de dezembro, em Oslo.
Aos 85 anos, Pillay tem uma carreira marcada pela defesa dos direitos humanos e pela participação em algumas das principais instituições judiciais internacionais.
De acordo com a Associated Press (AP), a antiga alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos é atualmente juíza do Tribunal Internacional de Justiça.
Nascida na África do Sul, numa família de origem indiana, Pillay iniciou a sua carreira jurídica durante o apartheid, período em que defendeu opositores do regime, incluindo Nelson Mandela.
Mais tarde, integrou o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e o Tribunal Penal Internacional.
O Financial Times destaca o seu percurso como pioneira na área jurídica e o contributo para a responsabilização por crimes internacionais.
Entre 2008 e 2014, exerceu funções como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos.
Mais recentemente, presidiu à comissão de inquérito independente das Nações Unidas sobre os territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel.
A comissão concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza, uma conclusão que suscitou contestação política e diplomática.
Segundo a Reuters, o Nobel da Paz é o quinto prémio anunciado esta semana, depois das distinções nas áreas da Medicina, Física, Química e Literatura.
Em 2025, o galardão foi atribuído à líder da oposição venezuelana María Corina Machado.
Este ano assinala-se o 125º aniversário do Prémio Nobel da Paz, um dos mais prestigiados do planeta.
Pillay, nascida na África do Sul em 1941, sucede à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que recebeu o prémio em 2025 pelos seus “esforços incansáveis” na promoção dos direitos humanos e das liberdades na Venezuela e no fomento de uma transição “justa e pacífica” da “ditadura para a democracia”.
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