Nobel da Paz para Navi Pillay atesta valor dos direitos humanos
O Prémio Nobel da Paz hoje atribuído à advogada sul-africana Navi Pillay atesta "a necessidade e o valor dos direitos humanos" no mundo, afirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A escolha "atesta, mais do que nunca, a necessidade e o valor dos direitos humanos neste mundo", disse a responsável da organização que Pillay chefiou entre 2008 e 2014.
O Nobel da Paz 2026 foi atribuído à jurista e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, como explicou o presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes.
Navi Pillay, que cresceu na África do Sul sob o regime do 'apartheid' e se tornou uma das primeiras mulheres de ascendência indiana a exercer advocacia no país, destacando-se na defesa de ativistas antiapartheid, liderou a comissão independente criada pela ONU em 2021 que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza.
"Um sistema jurídico internacional em que os criminosos de guerra sejam responsabilizados e as vítimas de abusos vejam a justiça ser feita é uma condição essencial para um mundo pacífico", acrescentou.
O Prémio Nobel da Paz foi atribuído, esta sexta-feira, em Oslo pelo Comité do Nobel Norueguês.
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