Entrevista a Ricardo Guimarães. Edição de outubro da Advocatus
O sócio da Linklaters Ricardo Guimarães tem uma experiência particularmente ligada a litígios de grande complexidade envolvendo contratos comerciais, contratação pública e concessões.
Em entrevista à Advocatus , o advogado identifica nos contratos de concessão, PPP e contratação pública algumas das principais fontes de litigância, s obretudo quando contratos de longa duração são confrontados com mudanças económicas profundas.
Inflação, subida das taxas de juro, pandemia e instabilidade geopolítica estão a alimentar uma nova geração de litígios sobre o reequilíbrio financeiro das concessões.
Diz ainda que as ações populares estão a ganhar uma dimensão inédita em Portugal, impulsionadas pelo regime de opt-out e pelo financiamento por terceiros.
Para os próximos anos, aponta como áreas de crescimento as ações coletivas, energia e transição climática, infraestruturas, defesa, segurança e reestruturações.
E deixa uma nota de cautela sobre o ESG e sobre as expectativas em torno da própria IA.
Ricardo Guimarães, partner da Linklaters, em entrevista ao ECO/Advocatus Hugo Amaral/ECO A IA pode estar a abrir caminho para uma nova geração de ações coletivas em Portugal.
A massificação destes sistemas, aliada ao enquadramento jurídico europeu e nacional, aumenta o risco de danos que podem atingir milhares de pessoas.
Entre a definição de responsabilidades e o acesso à prova, os advogados antecipam novos desafios e defendem que, apesar dos instrumentos já existentes, continuam a faltar peças para garantir uma reparação efetiva às vítimas.
Nesta edição pode ler também um especial sobre o n ovo regime europeu que promete tornar mais rápida a obtenção de provas digitais em investigações criminais, permitindo às autoridades pedir diretamente dados a prestadores de serviços noutros países da União Europeia.
Os advogados apontam ganhos de eficácia, mas também novos desafios para a proteção de direitos fundamentais.
O mercado português de M&A está a atravessar um período de maior cautela: até agosto, o número de operações caiu 27%, enquanto o capital mobilizado recuou 58%.
Apesar da quebra, os advogados afastam um cenário de paralisação e apontam antes para um mercado mais lento, seletivo e condicionado pela incerteza geopolítica .
O capital continua disponível, mas privilegia ativos e negócios com maior racional estratégico, num contexto em que energia, tecnologia, infraestruturas e defesa ganham relevância.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.