ERSE propõe subida de 1,5% no preço regulado da luz em 2027
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) avançou, esta quinta-feira, com a proposta para os preços regulados da eletricidade que deverão vigorar no próximo ano .
O regulador propõe um aumento dos preços, em média, de 1,5%.
“No mercado regulado de Portugal continental, as tarifas transitórias de venda a clientes finais em Baixa Tensão Normal (BTN) apresentam, em média, uma variação de 1,5%, entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027 “, escreve o regulador, no comunicado em que expõe a proposta.
Assim, em 2027, a fatura média mensal de um casal sem filhos cifra-se em 38,31 euros, enquanto um casal com dois filhos pagará cerca de 38,31 euros a cada mês .
Isto traduz-se num aumento de 54 cêntimos mensais para o primeiro segmento e de 1,28 euros mensais para o segundo.
Mercado ibérico de energia lança contratos mais longos Ler Mais Estão sujeitos a estas variações os mais de 780 mil clientes que permaneciam, no final de junho de 2026, no mercado regulado.
No mercado liberalizado, os preços de venda a clientes finais variam entre comercializadores e dependem da oferta comercial contratualizada pelo cliente.
A ERSE acrescenta ainda que as chamadas tarifas de acesso às redes, que são uma parcela do preço da eletricidade definida pelo regulador e que se aplica tanto ao mercado livre como regulado, subirão 13,7% no próximo ano para o segmento doméstico (baixa tensão normal).
Em oposição, nos segmentos de maior tensão — muito alta e alta –, que correspondem geralmente à indústria e empresas, a proposta é de uma redução nesta parcela, de 1,3% e de 8,1%, respetivamente.
A variação do preço final dos consumidores em mercado liberalizado, que no final de junho totalizavam cerca de 5,85 milhões, depende das tarifas de acesso às redes, mas também da componente de energia adquirida por cada comercializador nos mercados grossistas e da respetiva margem de comercialização.
Em 2027, os consumidores com tarifa social, quer no mercado regulado, quer no liberalizado, beneficiam de um desconto de 33,8% , aprovado pelo membro do Governo responsável pela área da energia e calculado por referência aos preços de venda a clientes finais do mercado regulado.
A ERSE submete esta proposta parecer do Conselho Tarifário (CT), a par de uma fundamentação detalhada.
O CT deve emitir parecer sobre a proposta até 15 de novembro, cabendo à ERSE, até 15 de dezembro, tomar a decisão final. (Notícia atualizada às 20h12)
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.