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Economia

Austrália e Nova Zelândia entram no radar de Bruxelas para novo modelo de associação à UE

Jornal Económico ·
Austrália e Nova Zelândia entram no radar de Bruxelas para novo modelo de associação à UE

A União Europeia está a equacionar uma nova forma de aprofundar as relações económicas com países que não fazem parte do bloco, sem lhes exigir o processo de adesão.

A proposta, ainda numa fase preliminar, poderá criar um estatuto intermédio para parceiros com interesses estratégicos convergentes com os da UE.

O Canadá é, para já, o primeiro país colocado no centro desta discussão.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs esta semana que Otava passe a ter um estatuto de “membro associado” da União Europeia, abrindo caminho a uma relação mais estreita em áreas que ultrapassam o comércio tradicional.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, admite que o conceito possa posteriormente ser utilizado com outros parceiros.

Numa entrevista à Euronews, citada pela própria estação esta quinta-feira, apontou a Austrália e a Nova Zelândia como possíveis países abrangidos por este novo enquadramento.

A ideia ganha relevância num momento em que a UE procura reforçar a segurança das suas cadeias de abastecimento e reduzir dependências externas em sectores considerados estratégicos.

O acesso a matérias-primas críticas, a cooperação tecnológica e a definição de regras para a economia digital poderão estar entre as áreas abrangidas pelo novo modelo.

Não está ainda definido, contudo, o que significará concretamente ser “membro associado”.

O formato terá de ser negociado e poderá determinar diferentes níveis de integração económica, acesso ao mercado europeu e cooperação regulatória, sem conferir ao país os direitos e obrigações de um Estado-membro.

Austrália e Nova Zelândia partem de uma posição particularmente relevante neste debate.

A União Europeia já dispõe de acordos de comércio livre com os dois países, pelo que uma eventual evolução para uma parceria mais abrangente poderia assentar numa relação económica que já existe.

O mesmo acontece com o Canadá.

O país mantém um acordo comercial abrangente com a União Europeia desde 2016, através do CETA, que reduziu barreiras ao comércio entre os dois mercados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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