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Reserva estratégica de petróleo dos EUA enfrenta problemas de envelhecimento e falta de investimento, alerta relatório

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Reserva estratégica de petróleo dos EUA enfrenta problemas de envelhecimento e falta de investimento, alerta relatório

Durante décadas, a Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos foi vista como a última linha de defesa contra grandes choques no mercado energético.

Hoje, porém, o próprio organismo de fiscalização do Congresso norte-americano avisa que essa capacidade pode estar a ficar comprometida.

Num relatório publicado pelo Government Accountability Office (GAO) , a entidade responsável por auditar programas federais conclui que “a capacidade operacional da Reserva Estratégica de Petróleo para cumprir a sua missão está em risco”.

A razão não é a falta de petróleo, mas o envelhecimento das infraestruturas, o aumento das reparações em atraso e a ausência de uma estratégia de longo prazo para a reserva.

Foi esta conclusão que levou a CNBC a aprofundar o tema numa investigação publicada este mês.

A estação norte-americana cruzou o relatório oficial com entrevistas a antigos responsáveis da Administração Biden, especialistas em engenharia petrolífera e representantes do Departamento da Energia dos Estados Unidos, revelando um debate que vai muito além do número de barris armazenados.

Segundo dados citados pelo GAO, o Departamento da Energia libertou mais de 500 milhões de barris de petróleo desde 1985.

A utilização da reserva intensificou-se na última década: cerca de 70% de todas as libertações ocorreram entre 2014 e 2025.

A maior operação aconteceu em 2022, quando foram colocados no mercado 180 milhões de barris para atenuar o impacto da invasão russa da Ucrânia nos preços da energia.

O GAO considera que essa operação funcionou como um “teste de esforço não planeado” para uma infraestrutura construída há várias décadas.

Apesar dos trabalhos de manutenção realizados pelo Departamento da Energia, o relatório conclui que os investimentos deixaram de acompanhar o envelhecimento das instalações.

Como consequência, aumentam as reparações em atraso, surgem limitações operacionais e torna-se mais difícil garantir que a reserva consegue responder rapidamente a uma futura emergência.

O organismo deixa ainda um aviso político: “o Congresso e o Departamento da Energia não dispõem de um plano estratégico comum de longo prazo para a Reserva Estratégica de Petróleo” (tradução da autora).

O último estudo estratégico completo foi concluído em 2016 e, desde então, nenhuma revisão foi finalizada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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