Segurança passou a ser um fator “estratégico” para as organizações
O mercado da segurança em Portugal, que tem vindo a crescer e já está avaliado em aproximadamente 1,3 mil milhões de euros, tem atravessado uma transformação, desde a integração da tecnologia, à mudança das necessidades dos clientes.
Os dados revelam que apesar destas mudanças a v igilância humana continua a ser a principal fonte de receitas do setor, sendo a Administração Pública o principal cliente.
Em Portugal, os cinco maiores “operadores” representam mais de 50% da faturação, pertencendo a Securitas a este grupo.
C om 60 anos de experiência neste setor, a empresa pretende continuar a responder às necessidades dos clientes e a integrar a tecnologia nas suas operações, num ano em que espera que a faturação ronde os 151 milhões de euros (12% quota mercado).
Sandra Brito Pereira, diretora de Pessoas e de Sustentabilidade da Securitas Portugal, explicou ao Jornal Económico como estas transformações têm afetado o setor, que se tem vindo a adaptar às novas preocupações dos clientes.
Como é que descreve o setor da segurança em Portugal atualmente? O setor da segurança em Portugal atravessa uma fase de profunda transformação.
Hoje, a segurança deixou de ser vista apenas como uma necessidade operacional para passar a ser um fator estratégico para as organizações.
As empresas enfrentam riscos cada vez mais complexos, que exigem uma abordagem integrada, capaz de combinar pessoas, tecnologia e conhecimento especializado.
O nosso setor tem respondido a esta evolução através da inovação, da profissionalização e da crescente incorporação de soluções tecnológicas avançadas.
Quais as principais mudanças sentidas? A principal mudança foi a evolução das necessidades dos clientes.
Atualmente, procuram soluções mais completas, capazes de prevenir riscos, garantir continuidade do negócio e gerar maior eficiência operacional.
Paralelamente, assistimos a uma aceleração da digitalização, ao crescimento da monitorização remota, da análise de dados e da automação.
Esta transformação exige também novas competências por parte dos profissionais do setor.
A empresa já atua mais no setor de venda de sistemas e soluções digitais ou na parte da segurança física através de um segurança? A nossa visão não passa por escolher entre segurança física e tecnologia.
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