Warsh diz que inflação está muito alta e abre caminho a subida de juros
O presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, disse hoje que a inflação ainda está muito alta e sugeriu que o banco central talvez precise de elevar as taxas de juros nos próximos meses para reduzi-la.
Este, que foi um sinal mais claro do que os que tinha dado anteriormente sobre a sua perspetiva económica, foi transmitido no primeiro discurso na conferência anual da Fed em Jackson Hole, Wyoming, onde reconheceu que os dados recentes de inflação mostram um leve arrefecimento, mas ressalvou que “não indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado de forma significativa”.
“Temos de estar confiantes de que a inflação subjacente está a caminhar em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente”, disse Warsh.
“Caso contrário, temos trabalho a fazer”, sinalizou.
Warsh considerou que a inflação é “preocupante” no país e que dificilmente se poderia classificar a política monetária como “restritiva”.
“De modo geral, dificilmente descreveria as condições financeiras como restritivas”, afirmou Kevin Warsh O dirigente da Fed, que substituiu o seu antecessor, Jerome Powell, em 22 de maio, enfrentava grande expectativa relativamente ao seu discurso, uma vez que circulam em Wall Street dúvidas sobre o seu foco no combate à inflação.
Warsh afirmou que não deseja fornecer o que os analistas chamam de “orientação futura” sobre se a Fed vai subir ou cortará as taxas, ou se as manterá inalteradas, argumentando que isso limita a flexibilidade da Fed ao comprometer a instituição com uma política específica.
No entanto, alguns economistas argumentam que o responsável poderia falar mais sobre as suas opiniões a respeito da política da Fed sem antecipar ações futuras.
A próxima reunião do Fed ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro, e as declarações de Warsh não sinalizam necessariamente que o banco central elevará as taxas nessa ocasião.
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