Vírus que mata pombos nos Açores alastrou-se. Aves de capoeira preocupam
O vírus que está a matar pombos e rolas na Região Autónoma dos Açores alastrou-se e já está presente em mais ilhas.
"Foi confirmada a circulação do vírus da Doença de Newcastle em aves selvagens, sobretudo columbiformes, em seis ilhas dos Açores", revelou o governante, sem, contudo, adiantar as duas novas ilhas onde o vírus foi detetado.
Segundo António Ventura, "à data deste ponto de situação, não existe confirmação laboratorial da doença em aves de capoeira na região". No entanto, essa é a grande preocupação das autoridades.
"A prioridade é impedir a passagem do vírus das aves selvagens para as aves domésticas, através da vigilância, vacinação e biossegurança", salientou o secretário na mesma nota, lembrando que "o risco para a população em geral é baixo".
A doença de Newcastle é uma infeção vírica, aguda e altamente contagiosa que afeta aves domésticas e selvagens. É causada pelo paramixovírus aviário tipo 1 e tem risco para os humanos, apesar de baixo.
Por isso, é de evitar o consumo deste tipo de carne no arquipélago, assim como tocar em cadáveres, pombos moribundos ou com sinais clínicos suspeitos.
O governo açoriano proibiu "todas as feiras, mercados, exposições ou outros ajuntamentos de aves, como também a caça ao pombo".
A principal medida de contenção da doença, no entanto, é evitar contactos entre aves selvagens e domésticas.
A doença foi trazida por aves selvagens. Começou por ser detetada na Graciosa e Terceira, mas acabou por ser, na semana passada, também confirmada em São Miguel e Pico. Agora, surgiu em outras duas ilhas.
Em Espanha, a doença de Newcastle também se agravou. De dezembro de 2025 até 10 de agosto de 2026, foram detetados 38 focos de infeção, distribuídos em dois agregados geográficos: um em Castela e Leão e outro na Comunidade Valenciana.
A maioria destes focos foi confirmada em bandos de aves de capoeira não vacinados ou parcialmente vacinados.
Ainda assim, 13 ocorreram em explorações de aves vacinadas. Frangos e galinhas poedeiras são as aves mais afetadas.
Perante isso, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) apelou para a vacinação de galináceos, perus e pombos, bem como a que sejam evitados contactos entre aves domésticas e selvagens em Portugal.
Por outro lado, deve ser evitado o contacto entre aves domésticas e selvagens, controladas as entradas e saídas de aves, pessoas e veículos nas explorações e reforçados os procedimentos de desinfeção.
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