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Guerra e escassez de aviões reduzem para metade lucros das companhias aéreas

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Guerra e escassez de aviões reduzem para metade lucros das companhias aéreas

O conflito no Médio Oriente e os atrasos nas entregas de aeronaves deverão reduzir para metade os lucros da aviação comercial global , avisou hoje a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês).

Numa sessão organizada pela Câmara de Comércio França-Macau, o gestor regional da IATA para Hong Kong e Macau, Erik Chan, apresentou uma projeção de lucros acentuadamente reduzida para 2026.

“ Este ano, o setor obtém cerca de 23 mil milhões de dólares [19,7 mil milhões de euros] de lucros líquidos, uma margem de lucro de 2%, segundo as projeções da IATA “, declarou Chan, descrevendo a reduzida margem operacional com que as companhias aéreas estão a trabalhar.

TAP aposta na defesa para crescer negócio da manutenção Ler Mais O responsável salientou que, antes do conflito, as previsões de rentabilidade eram sensivelmente o dobro, e acrescentou que “a guerra é realmente o ponto de rutura que reduziu os valores e as projeções, afetando a todos”.

As projeções da IATA mostram que a receita total da indústria aérea deverá atingir 1,17 biliões de dólares [cerca de 998 mil milhões de euros] em 2026, o que representa um crescimento de 9,5% face ao ano anterior.

No entanto, o aumento das receitas é ultrapassado pelo ritmo das despesas operacionais, que deverão subir 13,1% para 1,12 biliões de dólares [cerca de 957 mil milhões de euros], corroendo a rentabilidade das transportadoras , alertou.

Chan explicou que o declínio resulta de três fatores interligados: o conflito militar, a consequente pressão económica e a escassez pré-existente de aeronaves.

Em resultado, “o crescimento de passageiros caiu de 5% para 2%, o crescimento do transporte de carga caiu para quase zero e os lucros foram reduzidos para metade”, observou.

Um elemento central é a perturbação contínua no trânsito de energia no Médio Oriente, através do estreito de Ormuz, onde “cerca de um quinto do petróleo bruto mundial passa”, com aproximadamente a “80% seguindo para o oriente, para a Ásia”.

Segundo o representante do setor da aviação, quando os “pontos de estrangulamento regionais enfrentam fechos, saem do mercado cerca de 10 milhões de barris diários de petróleo bruto”, desencadeando subidas inéditas nos custos do combustível para a aviação.

Chan disse que a margem de refinação normalmente “situa-se entre 15 e 25 dólares [cerca de 12,8 e 21,4 euros], mas em abril deste ano atingiu 80 dólares [cerca de 68,5 euros], o que representa um recorde histórico”, observou Chan.

O executivo assinalou que o combustível para aviação em Singapura ultrapassou subsequentemente os 230 dólares (197,1 euros) por barril.

As restrições no espaço aéreo estão também a inflacionar os custos operacionais, à medida que as companhias aéreas realizam desvios em redor das zonas de conflito.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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