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O consumidor adora-me, mas o seu comprador nem por isso

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O consumidor adora-me, mas o seu comprador nem por isso

À primeira vista parecia mais uma conversa sobre Inteligência Artificial.

Aconteceu num encontro da comunidade Women on Boards, iniciativa da VdA Academia que prepara, desenvolve e promove mulheres para cargos de liderança e administração.

O tema da sessão era Fall in Love with Problems, Not Solutions e a convidada era Inês Drummond Borges, chief transformation officer da Sonae Sierra.

Confesso que entrei na sala à espera de ouvir falar de ferramentas.

Saí de lá a pensar no futuro do marketing.

Ou melhor… no futuro dos compradores.

Ao longo da apresentação, a Inês mostrou vários exemplos da forma como a Inteligência Artificial já está a transformar as empresas: automatização, eficiência, apoio à decisão, novas formas de trabalhar.

Tudo isso já conhecemos — ou, pelo menos, começamos a conhecer.

Mas houve um momento que me fez pousar a caneta (sim, sou old school ).

Falou dos agentes de Inteligência Artificial.

Não dos chatbots que respondem às nossas perguntas, mas de agentes capazes de receber um objetivo, pesquisar, comparar, decidir e comprar por nós.

A diferença parece subtil mas não é.

Hoje abrimos o ChatGPT e perguntamos: “Qual é o melhor hotel para um fim de semana no Douro?” Daqui a pouco tempo, provavelmente diremos: “Organiza um fim de semana para duas pessoas.

Não quero gastar mais de 500 euros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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