Desemprego registado com queda homóloga de 8,1% em julho, mas sobe face a junho
O n úmero de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 8,1% em julho, em termos homólogos, mas subiu 1,7% face a junho, após cinco meses consecutivos a recuar, para 269.100, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Quase três em cada dez desempregados encontraram trabalho Ler Mais No final de julho, “estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 269.100 indivíduos desempregados, número que representa 66,9% de um total de 402.238 pedidos de emprego”.
São menos 23.725 pessoas inscritas nos centros de emprego face a julho de 2025 .
Para este recuo, “na variação absoluta, contribuíram os inscritos há menos de 12 meses (-13.450), os que procuram um novo emprego (-20.664) e os maiores de 25 anos (-19.582)”.
Contudo, na variação em cadeia, isto é, face a junho, há mais 4.583 pessoas inscritas nos centros de emprego.
Este balanço interrompe, desde modo, um ciclo de cinco meses de recuos, dado que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego estava a recuar desde fevereiro.
No que toca aos grupos profissionais com maior expressão, face ao período homólogo, registou-se decréscimo no dos “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (-13,6%), dos “operadores de instalações e máquinas e trab. da montagem (-10,9%), do “pessoal administrativo” (-10,4%) e dos “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (-10,2%)”, nota o IEFP.
Não obstante, o instituto sublinha ainda que a maior queda registou-se no grupo profissional dos “agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta “, tendo descido 20,6%, mas sublinha que “o seu impacto global é limitado pelo reduzido peso no total, de apenas 2,1%”.
Desemprego estabiliza em Portugal e mantém-se abaixo da UE Ler Mais Por outro lado, houve um aumento do desemprego nos “representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos (+8,3%) e nos “Especialistas das atividades intelectuais e científicas” (+0,9%), realçando-se porém este último grupo pelo peso relevante no total (12%)”, acrescenta.
Em termos regionais, e à semelhança do mês anterior, o desemprego registado diminuiu em julho em todas as regiões, tendo os valores mais acentuados sido observados no Norte (-13%), na Madeira (-8,5%) e nos Açores (-6%).
Já na comparação em cadeia, verificou-se um aumento em algumas regiões, sendo que os acréscimos mais significativos foram registados no Alentejo (+2,9%) e no Centro.
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