Seguradoras reagem a relatório: Poupança dos portugueses não vai chegar para compensar pensões mais baixas
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) considera que a poupança dos portugueses poderá não ser suficiente para compensar a redução futura das pensões públicas , numa posição que vai ao encontro das conclusões do grupo de trabalho coordenado pelo economista Jorge Bravo sobre a sustentabilidade da Segurança Social.
A associação aponta que, apesar de o setor gerir 13,4 mil milhões de euros em PPR, cada pessoa segura tem, em média, apenas 7.900 euros de poupança acumulada .
A APS alerta que esta almofada financeira é insuficiente para manter o nível de vida na reforma , mas rejeita que a resposta passe por privatizar a reforma ou substituir o Estado.
A solução, argumenta, passa por reforçar a poupança complementar.
A posição surge depois do grupo de trabalho que analisou a sustentabilidade da Segurança Social ter alertado para a existência de um défice estrutural de cerca de 1,9 mil milhões de euros , questionando a leitura dos atuais excedentes do sistema num cenário em que a demografia e a fórmula de cálculo oficial empurram inevitavelmente as pensões públicas para valores mais baixos no futuro.
Reformar a Segurança Social: Veja aqui o relatório completo Ler Mais Questionada pelo ECOseguros sobre se este cenário torna inevitável uma maior complementaridade entre o sistema público de pensões e soluções privadas , a APS rejeita falar em inevitabilidade.
Mas considera “altamente aconselhável” que os portugueses comecem a poupar cedo para garantir, na reforma, um rendimento próximo daquele que tinham durante a vida ativa, “independentemente das opções de política legislativa que venham a ser feitas”.
Poupança dos portugueses é insuficiente Embora a APS ressalve que os dados dos PPR geridos pelas seguradoras não proporcionam uma visão completa de toda a poupança individual para a reforma, a associação confirma duas certezas : segundo a atual fórmula de cálculo, “o valor da pensão pública vai, no futuro, ser mais baixo para muitos pensionistas” e que a poupança financeira das famílias “afigura-se insuficiente” para compensar essa redução.
Como grande parte da riqueza das famílias portuguesas se encontra imobilizada no património imobiliário, a APS considera que a criação de mecanismos que permitam “monetizar” as poupanças acumuladas em ativos imobiliários poderão ser uma forma de reduzir o gap de pensões, sugestão essa que vai exatamente ao encontro das soluções de equity release (como hipotecas inversas) propostas no relatório de Jorge Bravo.
9 respostas sobre o relatório sobre Segurança Social Ler Mais Um modelo assente em três pilares A APS defende que o modelo de reforma deve estar assente em três pilares equilibrados: o sistema público, os planos empresariais e a poupança individual.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.