Resgate chinês chega por terra ao centro da catástrofe no Tibete
U m contingente formado por seis membros do corpo de bombeiros e resgate do Tibete e 15 efetivos e um cão de busca provenientes da província de Sichuan, precisou a Xinhua, citada pela agência de notícias espanhola EFE.
Trata-se das primeiras equipas profissionais a conseguir aceder ao local central da catástrofe, depois de na quinta-feira dois helicópteros militares terem alcançado as imediações da passagem para realizar trabalhos de reconhecimento e planear rotas.
O acesso terrestre ao posto fronteiriço foi dificultado durante dois dias pela destruição de estradas, cortes nas comunicações e eletricidade, chuvas e risco de novos desabamentos.
As autoridades chinesas retomaram as operações de resgate após terem suspendido temporariamente parte dos trabalhos perante o risco de rutura de uma barragem natural formada após a enxurrada, cujo nível de água começou posteriormente a descer.
A China elevou de três para cinco o número de mortos no Tibete e manteve em 558 o número de desaparecidos, 260 dos quais estrangeiros.
No Nepal, o balanço provisório foi revisto para 538 mortos e 937 desaparecidos, pelo que a catástrofe causou pelo menos 543 mortos.
Há quase 1.500 pessoas em paradeiro desconhecido de ambos os lados da fronteira.
Entre os desaparecidos há peregrinos e turistas de várias nacionalidades, incluindo três portugueses, duas mulheres e um homem, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa.
A diplomacia portuguesa assinalou já seis portugueses na lista de desaparecidos, três dos quais foram entretanto localizados.
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