O país dos adiamentos não está para jovens
E assim vamos, de adiamento em adiamento, neste autêntico 'Verão Quente' de 2026 na Educação nacional.
O processo de avaliação dos Exames Nacionais do Secundário continua aos trambolhões.
Desta vez, o Ministério da Educação fez saber que o resultado dos pedidos de reapreciação dos exames da 2.ª fase só serão conhecidos a 14 de setembro , quando o calendário inicial apontava 28 de agosto.
O ministro Fernando Alexandre alega que o adiamento não irá afetar as candidaturas ao Ensino Superior, pois o prazo para a 2.ª fase de acesso só termina a 20 de setembro.
O ministro continua a tentar usar o apagador para omitir as óbvias falhas no processo, mas, como nos velhos quadros de ardósia, sobra sempre uma marca de giz na tela, uma cicatriz que não se esvanece.
Não é para menos.
Quem semeia ventos colhe tempestades, diz o ditado, e o que aconteceu este verão foi precisamente isso.
Implementou-se o modelo de correção digital dos exames mesmo quando o teste-piloto, controlado, realizado no ano anterior no exame de Filosofia do 11.º ano, já tinha revelado problemas no sistema.
Não se pode assim dizer, sequer, que as falhas generalizadas que aconteceram este verão tenham apanhado todos de surpresa, afetando milhares de alunos e famílias, num misto de incerteza e ansiedade difícil de gerir e impossível de ignorar, por mais que o Governo garanta que ninguém sairá prejudicado.
A situação teve ainda um efeito de bola de neve, pois a cada adiamento dos resultados correspondia, em muitos casos, um adiamento dos planos do aluno.
Ter as notas a tempo e horas, além de ser o mínimo que se espera, é o que permite aos candidatos ao Ensino Superior, agora com dados concretos, avaliar com maior rigor que opções têm em aberto perante a sua média.
É certo que terão de esperar pelo desfecho do concurso de ingresso, mas à luz dos resultados de anos anteriores já se consegue perceber que cursos estão em linha com as suas notas e que opções devem eliminar.
Este trabalho de prospeção é ainda mais importante para quem vai ser aluno deslocado.
Procurar antecipadamente um quarto para arrendar, com um custo acessível, é hoje em dia quase tão determinante como ter uma boa média.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.