quarta-feira, 19 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

A praia é um bem comum. Não um privilégio restrito.

Diário de Notícias ·

As praias são um bem comum - é a nossa legislação que o diz, de forma clara.

Mas não é apenas na lei que esta frase tem força.

É também na nossa consciência coletiva que esta ideia está enraizada com tanta força.

E não é por acaso.

Uma ida à praia tem o sabor de um direito adquirido: a popularização de dias na praia veio com a conquista das férias pagas, uma revolução gigante do trabalho no século XX.

Na praia esbatem-se diferenças de classe, de estatuto e, generalizando, todos podem gozar da mesma forma do areal e da água salgada do mar.

Por tudo isto, a praia é também um símbolo da democracia e da igualdade.

Também por isso é que é tão revoltante a privatização das praias que tem vindo a acontecer.

É um sinal claro da desigualdade crescente e da transformação de um bem comum de todos num privilégio de alguns.

Por vezes é feita às claras - como está a tentar ser feito pelos donos da Herdade da Comenda, na Arrábida.

Mas na maior parte das vezes a privatização é feita de forma encapotada.

Os terrenos junto à praia são comprados para hotéis de luxo ou condomínios privados hiper-mega-exclusivos.

E depois fecha-se o cerco à praia para que o povo lá não consiga ir.

Esse fecho pode acontecer pelos preços proibitivos do transporte - como aconteceu com o ferry entre Setúbal e a sua Troia - ou por tornar os acessos à praia uma corrida de obstáculos e indicados como privados.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›