Wall Street fecha em terreno negativo após apelos para travar desenvolvimento de IA
A bolsa norte-americana iniciou a semana em terreno negativo, pressionada pela tomada de posição de líderes da indústria da inteligência artificial sobre a necessidade de um abrandamento no desenvolvimento da tecnologia.
A OpenAI afastou uma entrada em bolsa este ano e a questão chegou à Casa Branca, com Donald Trump a rejeitar qualquer travão à IA.
O índice de referência S&P 500 fechou a sessão com uma quebra de 0,48%, para 7.619,98 pontos.
O industrial Dow Jones registou uma descida de 0,29%, para 52.421,20 pontos.
O tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,56%, para 26.186,41 pontos.
A Microsoft viu as ações subirem 1,97%, depois de publicar um código de conduta provisório que vai impor limites aos próximos modelos de inteligência artificial.
As restantes grandes tecnológicas registaram ganhos, à exceção da Amazon (quebra de 1,26%) e da Tesla (descida de 1,77%).
A Alphabet subiu 3,06%, a Meta cresceu 2,71% e a Apple valorizou 0,24%.
Sob o efeito da IA, as ações das empresas de chips foram altamente afetadas.
A Intel deslizou 5,61%, a Nvidia registou uma quebra de 3,39%, a Sandisk desvalorizou 4,98% e a AMD caiu 4,40%.
Uma carta de 3.800 palavras do CEO da Anthropic, Dario Amodei, apoiada pelos homólogos da OpenAI, Sam Altman, e da xAI/SpaceX, Elon Musk, defendeu que o desenvolvimento dos sistemas mais avançados tem de ser travado para evitar que a inteligência artificial fuja ao controlo humano e provoque danos catastróficos.
Os investigadores de IA da Microsoft divulgaram, por sua vez, um novo conjunto de princípios orientadores que limitam o desenvolvimento de modelos de IA de ponta por parte da empresa.
Já o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o líder da Anthropic por pedir um abrandamento no desenvolvimento da inteligência artificial, intensificando a sua oposição a novas salvaguardas.
Trump descreveu como uma “conspiração doentia” a reação dos eleitores contra os centros de dados de IA e a crescente preocupação com os modelos avançados, acrescentando que “o único que está satisfeito com isto é a China”.
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